Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/25443
Título: Avaliação indireta da profundidade de polimerização de um compómero colorido com análise de microdureza Knoop
Autor: Beseisso, Lama Issam
Orientador: Oliveira, Sofia Arantes e
Palavras-chave: Materiais dentários
Teses de mestrado - 2013
Data de Defesa: 2013
Resumo: Introduction: Depth of cure could be a problem for the colored materials since darker shades have reduced depth of cure in comparison to lighter shades. Objectives: To determine if the depth of cure of different color compomer materials, with different application protocols, is adequate and to compare their mean microhardness. Materials and Methods: Ten specimens of each group, Twinky Star (VOCO, Cuxhaven, Germany) and Dyract Extra (Dentsply International, Konstanz, Germany) color A3, were prepared with standardized dimensions (2mm×4mm) and light cured as per manufacturer´s instructions with a LED curing unit (bluephase 20i, Ivoclar Vivadent, Shaan, Liechtenstein) at 570 mW/cm2 and at 1280mW/cm2. Evaluation of in vitro microhardness was performed by means of Knoop microhardness using a micro-indentation tester (Duramin - Struers, WestLake, USA) with 98,12mN load for a dwell time of 10 sec. Knoop microhardness test was performed at two post-curing time delays: immediately (60 sec) after curing and after the post-irradiation curing time (24 hrs). Samples were stored in a dark for 24 hrs at 37ºC after the first microhardness analysis. Microhardness data from the top surface were treated with Kruskall-Wallis, Wilcoxon test and Mann-Whitney statistical tests. Statistical significance was set at 5%. Results: More adequate microhardness ratios were found when a curing light with an intensity of 1280mw/cm2 was used, than with a 570mW/cm2. Mean (standard deviation) Knoop microhardness from the top of the specimens of each group varied from 15,88 KHN in Group DL60, to 57,50 KHN in Group TSOH24. As for the materials mean microhardness, according to the curing protocols, there were differences between Dyract (p<0,05) and most of the materials in every curing protocol. Conclusion: Colored compomers have shown a good microhardness ratio when light curing at 1280mW/cm2 is applied. More studies will be needed in order to determine the correct energy density for the light curing of Dyract.
Introdução Em Medicina Dentária, os materiais de restauração estão constantemente a evoluir no sentido de melhorar a manipulação do material, a sua aplicação clínica, a sua durabilidade, a sua resistência mecânica e a sua estética. Em Odontopediatria existe um vasto leque de materiais dentários que nos permite a selecção mais eficiente do material de acordo com o presente caso. Estes materiais abrangem a amálgama dentária, a coroa de aço, a resina composta, os selantes, o ionómero de vidro, o ionómero de vidro modicado com resina e recentemente os compómeros (Rugg-Gunn et al., 2011). Devido à elevada taxa de dureza do esmalte num dente permanente, é indicado a utilização do compómero nos dentes decíduous (Correr et al., 2007). De acordo com o Vandenbulcke et al., a dureza superficial de um material restaurador, associada aos valores da microdureza (Mandikos et al., 2001), deve ser próxima à dureza de um dente para a prevenção de uma fratura subsequente do material (Vandenbulcke et al., 2010). Há menos de 10 anos, foram introduzidos no mercado compómeros coloridos com o principal âmbito de aumentar o compliance, durante a consulta, em crianças com lesões de cárie na dentição deçídua. Estes compómeros coloridos tem a particularidade de constituirem partículas responsáveis pelo brilho e pela diversas cores: prateado, limão,dourado, latanja, cor de rosa, roxo, verde e azul (Akbay Oba et al., 2009; Ertugrul et al., 2010). O principal problema dos materiais cromáticos com diversas tonalidades é a profundidade de polimerização. Materiais resinosos com tonalidade mais escura apresentam uma reduzida profundidade de polimerização em comparação com os materiais de tonalidade mais clara (Tirtha et al., 1982; Koupis et al., 2006; Vandenbulcke et al., 2010). Como consequência, esse reduzido grau de conversão repercute-se numa polimerização incompleta compremetendo as propriedades mecânicas (sorpção de água, resistência ao desgaste e resistência mecânica (Vandenbulcke et al., 2010), a biocompatibilidade (associada ao aumento dos monómeros residuais com a capacidade de irritar os tecidos moles e a polpa, de estimular o crescimento bacteriano e causar reacções alérgicas) (Pilo et al., 2007; Moore et al., 2008) e o sucesso clinico (pigmentação e infiltração marginal) (Pilo et al., 2007; Camargo et al., 2009). A profundidade de polimerização depende não só das propriedades do material (tipo do fotoiniciador, na resina e no tamanho e no volume das partículas de carga), nas propriedades ópticas (tonalidade, translucidez, índice de refração) mas também na fonte da luz visível (Pilo et al., 1999; Nicholson et al., 2006; Moore et al., 2008; Bala et al., 2009). Foram comprovados que a intensidade da luz e o espetro de ação do fotopolimerizador, o tamanho, a localização e a orientação da extremidade do aparelho fotopolimerizador influenciam no grau de conversão na base de um incremento com 2mm de espessura (Hubbezoglu et al., 2007; Moore et al., 2008; Bala et al., 2009). Assim, a reduzida iluminação resultaria num incompleto grau de conversão, subjacentemente à superfície fotopolimerizada, reduzindo a eficiência da polimerização e a profundidade de polimerização (Pilo et al., 1999; Hubbezoglu et al., 2007). Objetivos Determinar se a profundidade de polimerização das diversas cores do compómero, com aplicação de diferentes protocolos, é adequada e comparar a sua dureza superficial. Materiais e Métodos Dez espécimes de cada grupo, Twinky Star (VOCO, Cuxhaven, Germany) e Dyract Extra (Dentsply International, Konstanz, Germany) cor A3, foram preparados num molde em acrílico (Samplkwick Liquid Fastcure Acrylic-USA) com dimensões padronizadas de 2mm×4mm, cujas dimensões confirmadas por uma craveira digital (Digimat Caliper Mitutoyo- Japan), e fotopolimerizadas, de acordo com as instruções do fabricante, através da luz LED (bluephase 20i, Ivoclar Vivadent, Shaan, Liechtenstein) a baixa intensidade e a alta intensidade, 570 mW/cm2 e 1280mW/cm2 respetivamente. Foi colocado o molde em acrílico sobre a face vestibular de um incisivo embebido num bloco transparente em acrílico para reproduzir o índice de refração de uma cavidade dentária. Recorreu-se ao microdurómetro (Duramin - Struers, WestLake, USA) para a avaliação in vitro da microdureza através da microdureza Knoop com 98,12mN de carga e um tempo de permanência durante 10s. Foram realizadas três indentações em cada superfície do espécime, uma no centro e duas na ponta. A microdureza Knoop foi realizada em dois períodos de tempo após a fotopolimerização: o imediato, 60s após a fotopolimerização e a 24h, após a fotopolimerização pós-irradiação. Após a análise da microdureza a 60, as amostras foram armazenadas numa caixa protegida por papel de alumínio, para a sua proteção da luz, durante 24h a 37ºC. Dados da microdureza superficial dos espécimes foram comparados através do Kruskall-Wallis e o teste post hoc test de LSD de comparações multiplas Recorreu-se ao teste de Wilcoxon para comparar a microdureza aos 60s e às 24h. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparação em média da microdureza em diferentes intensidades de luz. A significância estatistica foi predeterminada a 5%. Resultados Foram observados um adequado ratio de microdureza para cada cor quando fotopolimerizados a alta intensiadade de luz a 1280mw/cm2 comparativamente com a luz baixa 570mW/cm2. Os valores médios da microdureza Knoop no topo de cada espécime varia entre 15,88 KHN no Group DL60, e 57,50 KHN no Group TSOH24. De acordo com os protocolos de fotopolimerização, observaram-se diferenças nos valores médios da microdureza entre o Dyract (p<0,05) e a maioria dos materias em cada protocolo de fotopolimerização. Á exceção destes, não observaram diferenças (p>0,05) entre os pares DL60/TSL60, DH60/TBH60, DH60/TSH60, DL24/TSL24, DH24/TSH24, DH24/TBH24 and DH24/TPH24. Outras diferenças foram encontradas nos protocolos de 24h após a fotopolimerização e a 1280mw/cm2 entre os pares TSH24/TLH24 e TSH24/TOH24 (p<0,05). Discussão O objetivo deste estudo é observar e analisar se as diferentes cores do compómero poderiam influenciar em diferenças na profundidade de polimerização e na dureza superficial. Diferentes protocolos de fotopolimerização foram aplicadas a fin de perceber a influência de uma elevada intensidade de luz e uma fotopolimerização pós-irradiação poderiam alterar os variantes a serem estudadas. TS Gold e o Dyract A3 não obtiveram uma satisfatória e adequada profundidade de polimerização em nenhuns dos protocolos aplicados. A cor da partícula de carga encontrada na TSGold é amarela enquanto nas restantes cores da Twinky Star é acinzentada. Por isso, foram tiradas fotografias de diferentes cores da TS através do esteromicrocópio (EMZ-873, Meiji, Japan) com imagem de software (IM50, version 4, Leika, UK) para uma melhor compreenção na sua estrutura e excluir possíveis diferenças. Porém, a informação sobre os constituintes dos materiais é escassa o que não nos permite confirmar este fato. Contudo, as divergências nas partículas de carga poderia justificar as diferenças na profundidade de polimerização. De acordo com as recomendações do fabricante, o inferior tempo de fotopolimerização do Dyract em relação ao Twinky Star, sendo de 10s e de 40s respetivamente, poderá explicar a insatisfatória profundidade de polimerização produzida no material. Será necessário aprofundar o estudo com o Dyract a fin de deteminar o correto e suficiente tempo de fotopolimerização para alcançar uma eficiente profundidade de polimerização. Como foi especulado, a fotopolimerização pós-irradiação não manifestou impacto na profundidade de polimerização dos materiais. Desde que a fotopolimerização pós-irradiação ocorre tanto no topo como na base de cada especíme, não houve alterações no ratio da microdureza. Tornou-se claro e evidente neste estudo que existe uma correlação direta entre a intensidade da luz e a profundidade de polimerização dos materiais. À exceção do TSBlue, uma elevada intensidade de luz conduziu a um aumento em média da microdureza superficial em todos materiais. Esse fato deve-se aos reduzidos valores da dureza ocorridas no TSBlue, após a fotopolimerização a 1280mw/cm2. Conclusão Os compómeros cloridos mostraram uma óptima profundidade de polimerização quando fotopolimerizados a 1280mW/cm2. Serão necessários mais estudos para estabelecer uma correta densidade de energia para alcançar uma satisfatória profundidade de polimerização do Dyract.
Descrição: Tese de mestrado, Medicina Dentária, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Dentária, 2013
URI: http://hdl.handle.net/10451/25443
Designação: Mestrado Integrado em Medicina Dentária
Aparece nas colecções:FMD - Dissertações de Mestrado

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