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Título: Biotipagem de Campylobacter jejuni e Campylobacter coli de origem humana, avícola e suína
Autor: Silva, José J. Cabrita
Pires, Ilda
Data: 1987
Citação: Separata da Revista Portuguesa de Doenças Infecciosas. 1987;10(2):75-78
Resumo: O Campylobacter jejuni é reconhecido, há cerca de uma década, como um dos agentes enteropatogénicos mais importantes, especialmente em países desenvolvidos, como a Suécia, Holanda, e EUA, onde a incidência de gastrenterite por Campylobacter é mais elevada que a observada por Salmonella, Shigella e Yersinia. Embora em Portugal a Salmonella seja o agente etiológico de gastrenterite mais frequentemente isolado, a taxa de isolamento de Campylobacter (5,1 %) registada num estudo realizado no INSA mostra uma incidência superior à de Shigella e de Yersinia. A sua incidência determinou o estudo e a aplicação de alguns marcadores epidemiológicos como a biotipagem, serotipagem, fagotipia e perfil plasmídico, visando a investigação da sua bio-ecologia e o conhecimento das cadeias de infecção mais prováveis para o homem. Embora os resultados da biotipagem, em investigações epidemiológicas, devam ser complementados por outros marcadores epidemiológicos, esta metodologia apresenta a vantagem de utilizar meios técnicos pouco sofisticados e portanto ao alcance de qualquer laboratório. Têm sido sugeridos vários esquemas de biotipagem visando diferenciar espécies do género Campylobacter e dividir algumas espécies em biogrupos, nomeadamente as termofflicas, agentes etiológicos de gastrenterite humana. Skirrow e Benjamin propuseram um esquema baseado na hidrólise do hipurato, na produção rápida de H2S em meio contendo ferro, na resistência ou sensibilidade ao Acido Nalidíxico e ao Cloreto de Trifeniltetrazolio (TTC) e na termoresistência, que permite a diferenciação em 9 biogrupos. Hébert sugere um método baseado na hidrólise do hipurato, na hidrólise do ADN e no crescimento em gelose de extracto de levedura e carvão, que permite diferenciar 8 biogrupos. Bokon propõe um novo esquema assente sobretudo na resistência a diversos agentes anti-microbianos e Lior sugere um esquema baseado na hidrólise do hipurato, na hidrólise do ADN e na produção rápida de H2S em meio contendo ferro. Este método permite diferenciar as estirpes termofílicas de campylobacter em 8 biogrupos integrados em 3 espécies: Campylobacter jejuni, Campylobacter coli e Campylobacter taridis. O esquema de Lior foi por nós utilizado para a biotipagem de estirpes de origem humana e não humana.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/28528
ISSN: 0870-1571
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