Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/28877
Título: Saúde mental em estudantes do ensino superior : fatores protetores e fatores de vulnerabilidade
Autor: Nogueira, Maria José Carvalho
Orientador: Sequeira, Carlos Alberto da Cruz
Palavras-chave: Saúde mental
Alunos do ensino superior
Vulnerabilidade
Teses de doutoramento - 2017
Data de Defesa: 2017
Resumo: A saúde mental (SM) dos estudantes do ensino superior (EES) é importante para o seu desenvolvimento e sucesso académico. A transição para o ensino superior configura uma transição múltipla que potencia stress, desequilíbrios e um ajustamento exigente, com impacto a nível pessoal e académico. Em Portugal pouco se conhece sobre a relação entre variáveis biopsicossociais e a saúde mental dos EES. Objetivos: 1) Caracterizar a saúde mental dos EES em termos de bem-estar e Distress; 2) Explorar a relação entre a saúde mental, bem-estar e distress psicológico dos EES e as características sociodemográficas, relacionais, académicas, comportamentos de saúde, satisfação com o suporte social (ESSS), satisfação com a vida académica (ESVA), acontecimentos de vida negativos (IAV-N); vulnerabilidade psicológica (EVP) e perceção de vulnerabilidade (PV) 3) Identificar preditores de bem-estar e distress psicológico em EES. É um estudo exploratório, transversal e correlacional, uma amostra não probabilística de 560 EES do 1º e 2º ano do Distrito de Lisboa. Os dados foram recolhidos no 1º Semestre do ano letivo 2014/15 e a análise foi quantitativa, com recurso a técnicas de análise estatística descritiva e inferencial. Os aspetos formais e éticos que devem guiar este tipo de investigação foram observados ao longo do decurso do estudo. Para recolher a informação foi usado o questionário de autorrelato online - Inquérito para Estudantes do Ensino Superior, contendo: caracterização sociodemográfica, relacional; académica; comportamentos de saúde; Inventário de Saúde Mental (ISM); Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS); Inventário de Acontecimentos de Vida Negativos (IAV-N); Escala de Satisfação com a Vida Académica (ESVA); Escala de Vulnerabilidade Psicológica (EVP) e uma pergunta sobre Perceção Vulnerabilidade (PV). Os EES revelam uma boa saúde mental (M= 158,87; DP= 29,49), mas 16,6% encontram-se no nível de SM-Baixo, e 10% tem comportamentos auto lesivos (CAL). A satisfação com o suporte social é alta, e de um modo geral estão muitos satisfeitos com a vida académica, a maioria não teve eventos de vida negativos, têm moderada vulnerabilidade psicológica e, não se sentem vulneráveis. A SM está positivamente correlacionada com nível sociodemográfico (NSE)-Elevado, ter relação afetiva estável e satisfatória, ter desempenho académico Bom, dormir sete ou mais horas, não consumir fármacos, estar satisfeito com o suporte social e a vida académica, ter tido poucos acontecimentos de vida negativos, ter menor vulnerabilidade psicológica e ter menor perceção de vulnerabilidade. O nível de SM-Baixo está correlacionado com NSE-Baixo/Médio, ter relação conflituosa/tensa ou curta/ocasional, ter desempenho medíocre/suficiente, dormir menos de seis horas, tomar fármacos, ter comportamento auto lesivos (CAL), vulnerabilidade psicológica e sentir-se vulnerável. O género masculino a relação íntima/namoro satisfatória, o bom desempenho académico, prática de exercício físico/desporto, dormir sete horas, a satisfação com o suporte social e satisfação vida académica, são preditores de bem-estar psicológico, os dois últimos muito significativos. Inversamente o género feminino o NSE-Baixo, idade entre os 21-24 anos, dormir menos de seis horas, maior vulnerabilidade psicológica e maior perceção de vulnerabilidade são preditores de distress psicológico, os dois últimos muito significativos. Foram identificados preditores biopsicossociais de bem-estar e distress psicológico dos EES. Estes dados devem ser tidos em conta para despistar défices e problemas de SM nos EES, e desenhar programas específicos de promoção da SM e prevenção de morbilidade, que logrem promover o potencial de saúde mental e o sucesso dos estudantes.
College student’s mental health (MH) is an important issue for their development and academic success. Enrolment in higher education set up a multiple transition that cause stress, imbalance and a challenging adjustment, with major impact on a personal, and academic level. In Portugal, little is known about the relationship between biopsychosocial variables and mental health of college student’s. This study aims to: 1) describe the mental health college students in terms of psychological well-being and distress; 2) explore the relationship between college student’s mental health, well-being and psychological distress and: sociodemographic, relational, academic characteristics; health behaviours; social support perception (SSP); satisfaction with academic life (SAL); negative life events (NLE); psychological vulnerability (PV) and vulnerability perception (VP) 3) To identify predictors of well-being and psychological distress in CE. Using a cross-sectional correlational trial and a non probabilistic sample of 560 under graduating students attending the 1st and 2nd year, in 2014/15 during the 1st semester, Lisbon District, data was collected from an online self-report inquiry form "Metal Health Survey for College Students" was used, containing variables and measures: sociodemographic, relational; academic; health behaviours; Mental Health Inventory (MHI); Social Support Satisfaction Scale (SSSS); Negative Life Events Inventory (NLEI); Life Academic Satisfaction Scale (LASS); Psychological Vulnerability Scale (PVS) and Perception of Vulnerability (PV). Throughout the course of research formal and ethical aspects were observed. Quantitative techniques, descriptive and inferential statistical analysis was performed. Results reveal a good mental health (M = 158.87, SD = 29.49), but 16.6% are in the MH-Low level, and 10% have self-harmful behaviours. SSSS is high, and generally students are satisfied with academic life, most had no negative life events, and they have moderate psychological vulnerability, but they don’t feel vulnerable. We found that MH is positively correlated with: high socioeconomic level; have an affective stable and satisfactory relationship; have good academic performance; sleep 7 or more hours; do not drugs, be satisfied with social support and academic life, never had negative life events, having less psychological vulnerability and have a lower perception of vulnerability. Also, MH- High level is correlated with: SE-Low/Medium; conflictual/tense or short relationship; insufficient academic performance; sleep less than six hours; take drugs; having self-harm behaviour; psychological vulnerability and feel If vulnerable. Regression analyses indicate that males; have a close relationship/dating satisfactory, good academic performance, exercising, sleeping 7 hours, satisfaction with social support and academic life are very significant positive predictors of psychological well-being. Conversely females, low socioeconomic level, aged 21-24 years, sleeping less than 6 hours, having moderate psychological vulnerability and perception of vulnerability are strong negative predictors of psychological distress. We identified several biopsychosocial predictors of well-being and psychological distress in college student’s. These data should be considered to design specific programs, based in metal health promotion and prevention of morbidity, to decrease MH deficits and problems of mental health.
Descrição: Tese de doutoramento, Enfermagem, Universidade de Lisboa, com a colaboração da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 2017
URI: http://hdl.handle.net/10451/28877
Designação: Doutoramento em Enfermagem
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