Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/2956
Título: Implementação do novo modelo de avaliação do desempenho docente : a perspectiva de professores de uma E.B 2/3 entre 2001 e 2009
Autor: Couto, Lúcia de Fátima Monteiro do, 1971-
Orientador: Rodrigues, Pedro, 1958-
Palavras-chave: Avaliação de professores
Eficácia pedagógica
Qualificações profissionais
Teses de mestrado - 2010
Data de Defesa: 2010
Resumo: A avaliação do desempenho dos docentes, a medição da eficácia dos seus ensinamentos, foi desde sempre um assunto polémico e de difícil execução. Uma nova política de avaliação surge, articulada a grandes e profundas mudanças no estatuto da carreira docente, intocado desde a sua concepção nos inícios dos anos 90. Estas mudanças vieram no seguimento de um conjunto de alterações legais, com reflexos nas condições de trabalho dos trabalhadores da administração pública, entre os quais se incluem os professores, nomeadamente: o aumento da idade de aposentação, a suspensão de progressões na carreira por um período superior a dois anos (28 meses) e a contenção de aumentos salariais. As mudanças no estatuto da carreira docente visavam uma melhoria da eficácia do desempenho docente, propondo-se a excelência e a distinção de desempenhos, num campo onde sempre pairou a igualdade. Um novo modelo de avaliação, mais abrangente, diversificado e regulador surge regulamentado nos finais de Janeiro de 2008. É também com este decreto, 2/2008 de 10 de Janeiro, que se instala uma discórdia total entre a classe visada e a tutela, com diversas manifestações, greves e protestos encabeçadas pela classe docente, unida como nunca visto e totalmente contra as pretensões governamentais. A necessidade de regrar as medidas destinadas à classe docente com as já anteriormente tomadas para grande parte dos trabalhadores da administração pública (SIADAP) ―impôs, por sua vez, um prazo curto para a introdução da avaliação do desempenho dos professores e para retomar o processo de progressão na carreira. A resistência por parte dos professores reflecte ainda as dificuldades criadas pela operacionalização de um modelo tão abrangente num curto espaço de tempo, aliadas a algumas consequências inesperadas do modelo‖ (OCDE, 2009. p.1). Esta investigação surge na altura em que a carreira docente sofre profundas alterações, principalmente nas regras de acesso e progressão. O novo modelo de avaliação de desempenho docente, acima referido, tem um impacto mais expressivo na carreira, pois impede que a progressão dos docentes se faça quase automaticamente. Surge uma avaliação com uma carga negativa, pois é esta que dita quem vai deixar de progredir rapidamente (mais do que com uma carga positiva, indicando quem vai progredir rapidamente). Com este cenário delineado, exigir-se-á um rigor absoluto e insenção à avaliação de desempenho, sem o qual se produzirá a sua descredibilização global. A implementação do novo modelo de avaliação revela-se assim um empreendimento ―crítico‖. Com este trabalho pretende-se compreender as dificuldades sentidas na implementação do novo modelo de avaliação de desempenho docente. Inicia-se com uma construção conceptual do que é o profissional da educação, o que se entende por desenvolvimento profissional, competência profissional e eficácia pedagógica. São abordadas as questões inerentes à avaliação formativa e sumativa, são exemplificados alguns modelos de avaliação de desempenho realizados nos Estados Unidos tendo como referência o resultado dos alunos. A natureza exploratória deste estudo legitimou o recurso aos seus principais actores, os professores, procurando identificar as suas perspectivas e preocupações. Neste estudo de caso descreve-se o processo de implementação do novo ―modelo‖ de avaliação de desempenho numa escola de 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, integrada numa zona de grande afluência populacional multicultural, ao longo dos primeiros dois anos, correspondente ao primeiro ciclo de vigência do processo de avaliação. Para elucidar as dificuldades sentidas e as reacções provocadas, a investigação mostra os problemas, tensões e contradições de avaliação de desempenho, instituída no fogo cruzado entre a retórica da melhoria da qualidade e um dispositivo pouco orientado para a gestão formativa do desempenho, entre a suposta ingenuidade auto-crítica e a auto-apresentação estratégica, num jogo de recompensas e sansões dependentes da avaliação e de uma avaliação conduzida por critérios e padrões de avaliação que permanecem ocultos num nevoeiro que envolve todo o processo, marcado por avanços e recuos sucessivos.
L'évaluation du rendement des enseignants, mesurer l'efficacité de leur enseignement a toujours été un sujet controverse et difficile d’appliquer. Une nouvelle politique d'évaluation se pose, en liaison avec des changements majeurs et profonds dans le statut de la carrière d'enseignant intacte depuis sa création dans les années 90. Ces modifications sont entrées après une série de changements législatifs, avec un reflet sur les conditions de travail des travailleurs de l'administration publique, parmi lesquels les enseignants, notamment : l'augmentation de l'âge de la retraite, la suspension des progressions de carrière pour une période de plus de deux ans (28 mois) et le confinement des augmentations de salaire. Ces modifications visaient à améliorer l'efficacité de la performance de l'enseignement, en proposant l'excellence et la distinction de la performance dans un domaine où nous avons toujour eu l'égalité. Un nouveau modèle d'évaluation, plus complet, diversifié et régulateur fait son apparition en fin Janvier 2008. C'est avec ce décret, 2 /2008 du 10 Janvier, qui installe un désaccord entre la classe d’enseignement et le gouvernement, avec un certain nombre de manifestations de protestation et de grèves menées par les professeurs, unie comme jamais auparavant et totalement contre la volonté du gouvernement. La nécessité de mesures réglés, de la profession enseignante, à celles déjà prises pour la plupart des travailleurs de l'administration publique (SIADAP) "imposes à son tour, un court délai pour l'introduction de l'évaluation du rendement des enseignants et reprendre le processus de développement de carrière. La résistance des enseignants reflète également les difficultés créées par l'exploitation d'un modèle global dans un court espace de temps, associée à des conséquences inattendues du modèle » (OCDE, 2009. P.1). Cette recherche vient dans un moment où la profession enseignante souffre de profonds changements, en particulier dans les règles d'accès et de progression. Le nouveau modèle d'évaluation du rendement des enseignants, 2/2008 du 10 Janvier, a un impact plus important sur la carrière, car elle empêche la progression des enseignants, presque automatiquement. Une évaluation avec une charge négative, car elle dicte qui ne parviendra pas à progresser rapidement (et non pas avec une charge positive, en indiquant qui progresse rapidement.) Avec ce scénario décrit, il faudra une exemption absolue et rigoureuse dans l'évaluation des performances, sans lequel il produira son discrédit global. La mise en oeuvre du nouveau modèle d'évaluation s'avère être un nouveau développement "critique". Ce travail vise comprendre les difficultés dans l'application du nouveau modèle d'évaluation. Il commence par une construction conceptuelle de ce que c’est la formation professionnelle, ce qu'on entend par développement professionnel, la compétence professionnelle et de l'efficacité pédagogique. Traite des questions inhérentes à l’évaluation formative et sommative, on trouve quelques exemples de modèles d'évaluation des performances réalisées aux États-Unis en ce qui concerne les résultats des élèves. La nature exploratoire de cette étude a légitimé l'utilisation de leurs joueurs clés, les enseignants, en cherchant à identifier leurs points de vue et leurs préoccupations. Cette étude de cas décrit le processus de mise en oeuvre du nouveau "modèle" d'évaluation des performances dans une école de 2e et 3e cycles de l'enseignement de base, intégrés dans une zone de grande affluence de population multiculturelle au cours des deux premières années, la durée du premier cycle du processus d'évaluation. Pour élucider les difficultés et les réactions l'enquête montre les problèmes, les tensions et les contradictions de l'évaluation des performances, mis en place sous des échanges de tirs entre la rhétorique de l'amélioration de la qualité et un dispositif de formation d’amélioration de la performance axé sur la gestion entre les naïfs soi-disant auto-critique et de la stratégie d'auto-présentation. Un jeu de récompenses et de sanctions en fonction de l'évaluation et une évaluation par les critères d'évaluation et les normes qui restent cachés au dessous d’un brouillard qui entoure l'ensemble du processus, marquée par des avancées successives et des reculs.
Descrição: Tese de mestrado, Ciências da Educação (Avaliação em Educação), Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2010
URI: http://hdl.handle.net/10451/2956
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