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dc.contributor.advisorAlmeida, José Miguel Caldas de-
dc.contributor.authorGuerreiro, Manuel-
dc.date.accessioned2017-11-14T15:16:45Z-
dc.date.available2017-11-14T15:16:45Z-
dc.date.issued1995-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/29736-
dc.descriptionDissertação de Mestrado em Ciências da Educação na área de Pedagogia na Saúde, 1995pt_PT
dc.description.abstractA Declaração de Edimburgo (1988), resultante da 1ª Conferência Mundial de Educação Médica afirma que o ensino médico deve reflectir as prioridades de cada país em matéria de saúde e salientou a necessidade de alterar o sistema tradicional de educação médica que privilegia a componente tecnológica, o conhecimento factual e a intervenção hospitalar por um novo processo vocacionado para a prevenção da doença, acompanhamento de patologias crónicas e que confira competências perante as disfunções psicológicas, de comportamento e de doenças comuns que afectam grande parte da população. Já antes tinham sido identificadas zonas sistemáticas de insuficiência como sejam a continuidade de cuidados, a prevenção e promoção da saúde e uma orientação excessiva para a especialização (WHO, 1988). Talvez as discrepâncias que têm vindo a avolumar-se resultem de concepções extremas do perfil médico: de um lado o médico-tecnologista formado pelo ensino tradicional e, do outro, o médico-utilitário requerido pelas populações (Martins e Silva, 1993). Estas diferenças são a principal causa do dilema em que se debatem os responsáveis pelo processo de educação médica quando equacionam o tipo, extensão e profundidade dos (novos) conhecimentos científicos a mobilizar. Por outro lado assiste-se a um fenómeno, a "cumculopatia" (Marchais, Bureau, Dumais e Pigeons, 1992) para o que contribuiu a miríade de especializações e subespecializações derivadas dos progressos de saberes e técnicas, cada uma procurando estabelecer o seu próprio nicho. Neste caso avolumam-se dificuldades porque as orientações de mudanças na formação visam mais justificar posições e promover pessoas. Evidencia-se que a formação dos médicos, aliás como de quaisquer outros profissionais, não pode constituir um processo estático, sendo inevitável a permanente introdução de mudanças. Muitos sistemas que têm capacidade de mudança são sujeitos a conflitos de interesses. O objectivo da acção médica não é só o diagnóstico, mas antes a melhor gestão do caso saúde-doença. Eis o que será o objectivo central da educação médica (Robin, 1981). Em conformidade o médico não deverá ficar apto apenas a ser um utilizador de ciência aplicável, mas também adquirir as atitudes adequadas a lidar com as pessoas em situação, nos seus contextos de vida. Naturalmente depreende-se que o estilo e o conteúdo da educação médica dos nossos dias são factores determinantes da qualidade dos serviços de saúde no futuro. Os modelos conceptuais que têm orientado a organização dos cuidados de saúde revelam-se ultrapassados, face a novas formas de conceber saúde e doença, e face à emergência de novos paradigmas científicos (Caldas de Almeida, 1989). A educação médica é submetida a uma pressão constante no sentido de alargar o seu âmbito, de modo a acompanhar a sempre crescente quantidade de saberes e tecnologia ligada às diferentes disciplinas existentes e, nalguns casos, criar novas. Em simultâneo é pressionada no sentido de reduzir o opressivo aumento de informação que submerge os estudantes. Aos educadores médicos é pedido que adoptem novos métodos de ensino e de aprendizagem que exigem mais recursos, demandando-lhes concomitantemente contenção nas despesas. Surge ainda como factor modelador o desfasamento existente entre os cuidados de saúde prestados às populações e aqueles que seria legítimo estas esperarem. Na verdade, verifica-se que, apesar dos notáveis progressos registados nas ciências biomédicas, os serviços de saúde continuam a revelar insuficiências e desajustamentos importantes relativamente às necessidades das populações (Caldas de Almeida, 1989), pelo que há que repensar a formação destes profissionais. (...)pt_PT
dc.language.isoporpt_PT
dc.rightsrestrictedAccesspt_PT
dc.subjectTeses de mestrado - 1995pt_PT
dc.subjectTratamento e prevençãopt_PT
dc.subjectPsiquiatriapt_PT
dc.subjectIdentidade médicapt_PT
dc.subjectNecessidades de formaçãopt_PT
dc.subjectConteúdos curricularespt_PT
dc.titleNecessidades de formação para o internato complementar de psiquiatriapt_PT
dc.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestrado em Ciências da Educaçãopt_PT
dc.subject.fosDomínio/Área científica::Ciências Sociais::Ciências da Educaçãopt_PT
Aparece nas colecções:FPCE - Dissertações de Mestrado



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