Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/2995
Título: José Luciano de Castro, na construção e na defesa da monarquia parlamentar
Autor: Leal, Manuel Maria Cardoso
Orientador: Leal, Ernesto Castro,1957-
Palavras-chave: Castro, José Luciano de, 1834-1914
Políticos - Portugal - séc.19-20
História política - Portugal - séc.19-20
Monarquia constitucional - Portugal
Partidos políticos - Portugal - séc.19-20
Portugal - História - séc.19-20
Teses de mestrado - 2011
Data de Defesa: 2010
Resumo: José Luciano de Castro foi um dos políticos mais representativos do liberalismo constitucional português. Em quase 60 anos de carreira passou por todos os degraus da carreira política: como deputado, ministro, chefe de um dos principais partidos, membro do Conselho de Estado, presidente do Governo e par do reino. Começou no radicalismo liberal, no início da década de 1850, e prosseguiu na ala esquerda advogando uma «monarquia cercada de instituições democráticas». Desde que atingiu as mais altas responsabilidades, moderou as suas ideias e terminou tomando posições defensivas quando sentiu em perigo o regime que ajudara a construir, nas vésperas da implantação da República, ocorrida em 1910. No entanto, foi constante nas suas convicções liberais, tais como: o sistema representativo, os valores parlamentares e a liberdade de imprensa. José Luciano procurou aplicar em Portugal leis e procedimentos dos países mais avançados da Europa. Como dirigente do Partido Progressista, foi ele quem mais lutou pelo funcionamento de um modelo de alternância entre dois partidos fortes, chamado «rotação» ou «rotativismo», em disputa com o hegemónico Partido Regenerador. Pelos contributos que deu nas mais importantes questões, foi um dos grandes construtores do regime monárquico constitucional. Opôs-se à filosofia do engrandecimento do poder real (cesarismo) que inspirou as «ditaduras» de 1894-1895 e de 1907-1908, tendo então proclamado que «acima da Monarquia está a Liberdade». Mas opôs-se igualmente à política de transigência do último rei perante a ameaça republicana. Não que lhe repugnasse a República, apenas receava a desordem e a perda da independência nacional que dela poderiam resultar. Embora José Luciano de Castro tenha caído num relativo esquecimento, muitos dos seus contributos, em variados domínios, ainda perduram no Portugal de hoje. ABSTRACT José Luciano de Castro was one of the most representative politicians of the Portuguese constitutional liberalism. For almost 60 years he went through all the degrees of the political career: as member of the Parliament, minister, leader of one of the main parties, member of the Council of State, president of the Government and peer of the kingdom. He began supporting radicalism, in the early 1850’s, and pursued on the left wing demanding «a monarchy surrounded by democratic institutions». Since he reached the highest responsabilities, he tempered his ideas and ended taking defensive positions when he felt in danger the regime he has helped to build, on the eve of the Republic’s victory that took place in 1910. However he was constant in his liberal convictions, such as the representative system, parliamentary values and freedom of press. José Luciano worked to implement in Portugal laws and procedures applied in the most advanced countries of Europe. As a leader of the «Partido Progressista», he was the one who fought most in favour of a two-party system, called «rotação» or «rotativismo», challenging the hegemonic «Partido Regenerador». His contribution to the main political and legislative issues made him one of the great builders of the constitutional monarchist regime. He opposed to the reinforcement of the royal power (cesarism) that inspired the «dictatorships» of 1895 and 1907, having proclaimed that «Freedom is above Monarchy». He opposed as well to the policy of transigence adopted by the last king towards the republican threat. In fact he didn’t reject a republican regime, he simply feared the disorder and the loss of independence resulting from that. Even though José Luciano de Castro has become somewhat forgotten, his work in many issues still remains in Portugal of nowadays.
Descrição: Tese de mestrado, História contemporânea, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/2995
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