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Título: A transição para a idade adulta e os seus marcos : que efeito na sintomatologia depressiva?
Autor: Agudo, Viviana Raquel Cascalheira
Orientador: Gonçalves, Bruno, 1950-
Palavras-chave: Depressão (psicologia)
Transição para a idade adulta
Teses de mestrado - 2008
Issue Date: 2008
Resumo: A transição para a idade adulta foi recentemente reconhecida como um período distinto do desenvolvimento, uma fase com um carácter mutável, fluído e transicional. Pressupõe-se que não se trata de uma adolescência tardia nem uma idade adulta jovem, surgindo os conceitos de adulto novato ou adulto emergente. Têm sido definidas tarefas de desenvolvimento essenciais para a sua vivência (por exemplo, a separação da família de origem ou a constituição de uma relação de casal) que são geralmente operacionalizadas através dos chamados marcos de transição (acabar os estudos, trabalhar a tempo inteiro, sair de casa dos pais, coabitar/casar e ter filhos). O objectivo deste estudo é estudar a frequência destes marcos e a eventual ocorrência de transições não-normativas (as que são fora da ordem expectável, inesperadas ou reversas) e a sua relação com a sintomatologia depressiva, avaliada pela CES-D. Hipotetizou-se que a sintomatologia depressiva: seria menor quanto maior o número de marcos de transição realizados (hip. 1) e seria maior com a ocorrência de transições não-normativas (hip. 2). Recorreu-se ao método de “bola de neve” para recolher uma amostra de 100 jovens adultos entre 25 e 29 anos. Os resultados mostram o adiamento dos marcos de transição, típico da actualidade, e permitem estabelecer que as principais variáveis com efeito sobre a sintomatologia depressiva são: trabalhar a tempo inteiro, coabitar/casar e ter o primeiro filho. A primeira está relacionada com uma diminuição da sintomatologia depressiva enquanto as duas últimas favorecem um aumento da mesma. São discutidos os possíveis motivos subjacentes a esses efeitos. Não foram encontradas implicações para a sintomatologia depressiva do facto de se ter vivido marcos de transição não-normativos. Assim, ambas hipóteses não reúnem apoio dos dados. Parece ser demonstrada a pertinência de utilizar marcos de transição no estudo desta fase e que estes são associados com variações da sintomatologia depressiva.
The transition to adulthood has recently been recognized as a distinct period of development, a phase with a changeable, fluid and transitional character. It is presumed that it is not late adolescence or young adulthood, and it has enabled a surge of concepts such as novice adult or emerging adult. Essential developmental tasks have been defined (for instance, the separation from the family of origin or the formation of a couple) which are usually systematized using transition markers (finishing school, working full time, leaving the parental home, cohabiting/marrying and having a child). The purpose of this investigation is to study the frequency of these markers and the possible occurrence of nonnormative transitions (those out of the expected order, unanticipated or reverse) and its relation to depressive symptomatology, measured by CES-D. It has been hypothesised that depressive symptomatology will be lower as the number of transition markers increases (hypothesis 1), and that it will be larger with the occurrence of non-normative transitions (hypothesis 2). A “snow-ball method” was used to gather a sample of 100 young adults between the ages of 25 and 29. The results show the delay in the incidence of transition markers, typical nowadays, and they establish that the three major variables to impact depressive symptomatology are: working full-time, cohabiting/marrying and having the first child. The former seems to cause less depressive symptomatology while the latter favour an increase of it. The possible underlying reasons are discussed. There were no implications to depressive symptomatology from living non-normative transitions. It seems clear that transition markers are useful in the study of this phase and that they are associated with variations in depressive symptomatology.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2008
URI: http://hdl.handle.net/10451/3086
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