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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/3185

Title: Aliviando o sofrimento : o processo de acompanhamento de enfermagem ao doente em final de vida
Authors: Martins, Maria Clara Sales Fernandes Correia, 1955-
Advisor: Basto, Marta Lima
Keywords: Sofrimento
Doentes terminais
Acompanhamento de doentes
Enfermagem
Teses de doutoramento - 2010
Issue Date: 2010
Abstract: Na fase final de vida, a dor e o sofrimento correm parelhas e são uma constante. A enfermeira é o elemento da equipa de saúde que mais de perto e durante mais tempo lida com o sofrimento do doente. Ela tem a seu cargo a sua avaliação, compreensão e alívio. A literatura, no entanto, não propicia uma clara evidência sobre a forma como as enfermeiras o fazem. Compreender a forma como se desenvolve o processo de intervenção de enfermagem no alívio do sofrimento do doente em final de vida, internado numa unidade hospitalar, é o objectivo central deste estudo. Desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa, utilizando-se o método da Grounded Theory e uma triangulação de dados obtidos através de diversas técnicas: observação participante, entrevistas formais e informais, análise de registos de enfermagem, transcrição de uma passagem de turno e notas de campo. Participaram no estudo 19 enfermeiros de uma unidade hospitalar, 9 doentes internados na mesma unidade e 19 familiares.. Os achados revelam que a intervenção de enfermagem para o alívio do sofrimento do doente em final de vida desenvolve-se através de um processo de acompanhamento de enfermagem que é interaccional, dinâmico, integral e sistemático. Numa primeira fase, os enfermeiros percepcionam, identificam e avaliam este tipo de sofrimento e descrevem-no como uma experiência dramática e multidimensional, caracterizada por sentimentos de dor, medo, ansiedade, angústia, inquietação, impotência, tristeza e desespero, e que está relacionado com a consciencialização da situação terminal. a ausência de futuro, a incerteza do devir, o medo de morrer. Na segunda fase, os enfermeiros intervêm (1) ajudando o doente a viver os últimos dias de vida, ao proporcionar-lhe conforto físico, ao ajudá-lo a aceitar a realidade, ao apoiá-lo emocionalmente, ao harmonizar o ambiente à sua volta e ao proporcionar-lhe a presença dos amigos e familiares e (2) ajudando-o a morrer, ao satisfazer os seus últimos desejos e necessidades espirituais, ao proporcionar-lhe a presença e conforto dos familiares, e ao confortá-lo no momento de morrer. Ao confrontar-se com o sofrimento e morte do doente, o enfermeiro sofre também, porque toma consciência da sua própria finitude e sente-se impotente face à morte, mas através da relação profunda que estabelece com cada doente que acompanha no sofrimento e no processo de morrer, o enfermeiro aprende, cresce e amadurece tornando-se mais apto para lidar com o sofrimento e a morte.
In the final stage of life, pain and suffering run together and are a constant. The nurse is the member of the health team who copes closer and longer with the patient´s suffering. He/ she is in charge of the assessment, understanding and relief of it. The literature, however, provides no clear evidence about the way nurses do it. The main objective of this study is to understand the nursing intervention process in relieving the suffering of the inpatients at the end of life. A qualitative research was developed, using the Grounded Theory method and a triangulation of data was obtained through several techniques: participant observation, formal and informal interviews, analysis of nursing records, transcription of a change of shift and field notes. A sample of 19 nurses, 9 hospitalized patients and 19 relatives participated in this research. The findings show that nursing intervention for the relief of the patient´s suffering at the end of life is developed through a process of nursing accompaniment that is interactional, dynamic, integral and systematic. Initialy, the nurses perceive, identify and evaluate suffering and describe it as a dramatic and multidimensional experience, characterized by feelings of fear, anxiety, anguish, helplessness, sadness and despair. This suffering is related to awareness of the terminal situation, the absence of a future, the uncertainty, the fear of dying. In the second phase, the nurses help patients to live the last days of life, giving them physical comfort, helping them to accept reality, supporting them emotionally, harmonizing the environment around them and providing them with the presence of friends and family. They help patients to die, fulfilling their last wishes and spiritual needs, providing them with the presence and comfort of the relatives and comforting them when they are dying. When confronted with the suffering and death of the patient, the nurse also suffers because he/she becomes aware of his/her own finitude and feels helpless in face of death. However, by establishing a deep relationship with each patient who suffers and dies, the nurse learns, grows and matures becoming more able to deal with suffering and death.
Description: Tese de doutoramento, Enfermagem, Universidade de Lisboa, com a participação da Escola Superior de Enfermagem, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/3185
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