Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/32668
Título: A relação de ajuda na prática do cuidar em enfermagem, numa unidade de cuidados intensivos das coronárias : um estudo de caso
Autor: Santos, Maria Irene Alves dos
Orientador: Estrela, Albano, 1933-
Palavras-chave: Teses de mestrado - 1994
Medicina
Serviços de saúde
Serviço de cuidados intensivos
Interacção
Enfermagem
Data de Defesa: 1994
Resumo: A forma como cada ser humano se comporta, define a sua própria situação de ser e estar no mundo e embora de modos diferentes, cada pessoa existe e se realiza pela mediação dos outros. É através da relação interpessoal que o ser humano consegue satisfazer algumas das suas necessidades fundamentais destacando-se, a título de exemplo, a necessidade de confiança, de protecção, do sentido de pertença, de amor, de auto-estima, de afirmação, de actualização de si e do reconhecimento das suas diferenças. Cada pessoa sente necessidade de ser olhada, escutada, acolhida, compreendida e reconhecida na sua identidade e singularidade. O Homem é um todo indivisível e abordar o corpo ou a alma, o espírito ou o psíquico isoladamente, não fará muito sentido. Na profissão de enfermagem há pessoas a cuidar de pessoas. Por essa razão, cada vez mais a globalidade do ser humano é tida em conta no quadro conceptual que deve pautar a conduta do profissional. A relação interpessoal, na sua vertente relação de ajuda, é um tipo de interacção fundamental à disposição dos enfermeiros para organizarem um sistema de comunicação que responda de forma particular às necessidades de cada pessoa com quem interagem. A relação de ajuda "é uma forma de proceder" guiada por saberes e técnicas e manifestada através de comportamentos e atitudes do profissional. Implica capacidade de comunicação verbal e não verbal, sendo esta última, como afirma Paul WATZLAWICK (1991), quatro vezes mais forte que a primeira. De acordo com o mesmo autor, as relações profundas estabelecem-se na maioria das vezes, não pela palavra falada, mas pela expressão gestual, mímica, etc. A relação de ajuda só poderá desenvolver-se num clima de segurança afectiva e de confiança mútua, que conduza à responsabilização de cada um dos intervenientes pelo outro. A profissão de enfermagem encontra a sua razão de ser na pessoa que cuida. Ela é o seu referente básico. Neste sentido, a relação interpessoal na vertente relação de ajuda, torna-se o alicerce onde assentam os cuidados. E através dessa relação que o enfermeiro conhece e compreende a pessoa, tomando-se ele mesmo um valor terapêutico para ela. (...)
Descrição: Tese de mestrado em Ciências da Educação (Pedagogia na Saúde), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1994
URI: http://hdl.handle.net/10451/32668
Designação: Mestrado em Ciências da Educação
Aparece nas colecções:FPCE - Dissertações de Mestrado

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