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Título: A política em Hannah Arendt: ambiente, lugar por excelência do fenómeno político
Autor: Marques, Fernanda Paula Martins Cunha
Orientador: Assunção, Maria Cristina Beckert de,1956-
Palavras-chave: Arendt,Hannah,1906-1975
Filosofia política
Filosofia da natureza
Teses de mestrado - 2008
Issue Date: 2007
Resumo: “O que estamos a fazer?” – questão que se coloca após tomarmos consciência que vivemos em colisão com o sistema ecológico do planeta. A mesma questão impôs-se a Hannah Arendt quando, na vivência dos tempos sombrios do século XX, verificou que a humanidade vivia em conflito consigo própria. Arendt é uma pensadora do começo. Neste contexto, e porque a crise ambiental é uma questão pública e política que se impõe, com Arendt procurámos o sentido das duas categorias, visando resgatar uma nova cidadania consciente da sua pertença ao mundos natural e humano, a partir da qual encontre uma via de recuperação dos mesmos. Assim, tendo por base a análise arendtiana da tripla dimensão da vita activa, labor, trabalho e acção, interpretámos o pensamento de Arendt sob duas perspectivas: na vertente política, porque encerra em si a possibilidade do novo e convoca a participação de todos, e na vertente ambiental, enquanto contexto promotor da acção política. Ambas revelam uma pensadora pioneira na interpretação da sociedade de risco e comprovam que a asfixia do planeta não é indiferente à crise civilizacional. The Human Condition (1958) é o livro de referência, embora toda a obra concorra para a tese que propomos: o Ambiente como lugar, por excelência, do fenómeno político. O cinema, enquanto arte política, tem aqui espaço. Surge através da interpretação dos filmes Notre Musique de Godard (2004) e An Inconvenient Truth de Al Gore (2006), que confirmam a actualidade do pensamento arendtiano e consolidam a nossa reflexão. Embora em contextos diferentes, estes autores partilham com Arendt o apelo ao regresso ao mundo e à Terra através da acção pública e política. Apelo que reforçamos.
ABSTRACT:“What are we doing?” – a question that we ask after we become conscience that we live in collision with the planet’s ecological system. The same question was faced by Hannah Arendt when, in the XX century dark times, she realized that mankind was living in conflict with itself. Arendt is a thinker of beginnings. In this context, and because the environmental crisis is a public and political question in existence at this time, with Arendt we look for the meaning of these categories, to create a new citizenship conscience of the sense of belonging to the planet and man’s world, and by this sense of belonging recognizes the way to recuperate these. In this way, based on the analysis of the triple dimension of vita activa – labor, work, action – we look at Arendt’ works in two lights: in the political context, because it contains the possibility of the new and it requests the participation of all; and in the environmental context, while a promoter of the political action. Both reflect a pioneer thinker of society at risk and prove that the planet’s asphyxiation is not indifferent to the civilization crisis. The Human Condition (1958) is our reference to the thesis proposed: the environment as the place where the political phenomena could occur. Cinema, although a political art, has its own place in this thesis. It is displayed here in two current movies, Notre Musique from Godard (2004) e An Inconvenient Truth from Al Gore (2006), that confirms the actuality of Arendt’ thinking and consolidates our reflection. Although in different contexts, these authors share, with Arendt, the appeal to return to the planet and man’s world through political and public action. We share the same call.
Descrição: Tese de mestrado,Filosofia da Natureza e do Ambiente, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008
URI: http://hdl.handle.net/10451/3499
Appears in Collections:FL - Dissertações de Mestrado

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