Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/3525
Título: Oman e Portugal (1650-1730): política e economia
Autor: Al-Busaidi, Ibrahim Yahya Zahran, 1972-
Orientador: Farinha, António Dias, 1940-
Palavras-chave: Teses de doutoramento - 2011
Portugal - História - séc.17-18
Oman - História - séc.17-18
África Oriental - História - séc.17-18
História económica - Ásia - séc.17-18
História política - Ásia - séc.17-18
Comércio - Ásia - séc.17-18
Data de Defesa: 2010
Resumo: O contacto entre os omanitas e os portugueses nem sempre foi pacífico, tendo contribuído, durante o período que vai de 1650 a 1730, para modificar o equilíbrio do poder no oceano Índico, sobretudo no que respeita às relaçõ es dos omanitas com diversos poderes regionais e europeus. Apó s a queda de Mascate, em 1650, o conflito alargou-se, passando de regional para ultramarino, o que exigia de Oman uma frota poderosa capaz de enfrentar a marinha portuguesa até entã o hegemó nica. As relaçõ es entre omanitas e portugueses foram frequentemente marcadas por hostilidade, uma vez que ambos concorriam para liderar as actividades mercantis no Oceano Índico, tendo os omanitas uma tradiçã o marítima desde a Idade Média, e uma influência relevante não apenas no âmbito comercial mas também cultural. Houve duas etapas histó ricas por que passaram as relaçõ es lusoomanitas. A primeira etapa pode ser datada a partir de 1650, quando os portugueses perderam a hegemonia política e econó mica, na costa de Oman. A segunda, cerca de 1698, ficou assinalada pela perda da mesma hegemonia na costa da Á frica Oriental. Acentue-se que, apesar da intensidade da concorrência entre os dois lados (concorrência que se alargou por vastas áreas geográficas tanto na costa Ocidental da Índia, como no Golfo Arábico, e ainda nas costas da Á frica Oriental) várias tentativas foram levadas a cabo para firmar relaçõ es baseadas numa coexistência pacífica. No que diz respeito especificamente à concorrência na Índia, assinale-se a ambição das autoridades omanitas em tornaram-se parte integrante do comércio levado a cabo nos portos da Índia, fazendo do porto de Mascate um elo de ligaçã o de todo o Índico com o Golfo. Deste modo, o confronto entre os dois lados era inevitável, porque alguns desses portos indianos estavam sob superintendência portuguesa. Esta situaçã o fez com que cada uma das partes da contenda procurasse e encontrasse meios para diminuir a outra parte, ora por meios militares ora por alianças com outras potências locais ou europeias. Para além de tudo isto, acrescente-se o desejo das autoridades omanitas em controlar toda a rota comercial entre a Índia e a península Arábica. Ora este facto alargou o conflito para o Golfo, onde muitos esforços de cooperação tinham sido feitos entre os persas e os portugueses para limitar o poder de Oman. Por razõ es de natureza histó rica, cultural e econó mica, a contenda estendeu-se pela Á frica Oriental. Assim, durante cerca de meio de século de permanente hostilidade, os Yarubitas foram capazes de expulsar os portugueses de Mombaça, em 1698, facto que abriu a Oman o caminho para desenvolver relaçõ es políticas, econó micas e culturais directas com os povos Africanos.
The Omani-Portuguese relationships had contributed during the period from 1650 to 1730 in changing the balance of power in the Indian Ocean and affected, of course, the Omani relations with the other regional and European forces. After the fall of Muscat in 1650 into Omani hands, the concept of conflict moved from the local context to the overseas conflict required from Oman to have a powerful fleet capable to meet the Portuguese navy. The relationships between Oman and Portuguese have been characterized by competitive form in the willingness of Oman to have a leading role in the Indian Ocean as a maritime nation since old time, and had outstanding contributions in both commercial and civilizational activities in the Medieval Age. There were two historical stages where the luso-omani relations passed through formed as a turning point: 1650 was from the end of the Portuguese political presence in the coast of Oman. While in 1698 was figured in the end of the Portuguese influence in the coast of East Africa. However, despite the intensity rivalry between the two sides, but multiple attempts to have peaceful relations permeated the conflict. The competition has extended into several geographic areas in the western coast of India, the Arabian Gulf, and the Eastern African coasts. While, the competition in India has been illustrated by the Omani yearning to participate in trade with the Indian ports and to make the port of Muscat as a focal point connecting the Indian ports with the Gulf, the clash between the two sides was inevitable because some of these ports were under the Portuguese control. This situation prompted each side to look for means to dwindle the other party, whether by military ways or alliances with other local or European powers. In addition of the Omani aspiration to control the trade route between India and the Gulf, the struggle expanded to the Gulf, where many cooperation efforts were made between Persians and Portuguese in order to devastate the Omani power. In East Africa, the rivalry has taken an expansionist dimension due to historical, cultural and economical factors. Hence, through a half century of contest the "Yaariba" were able to remove the Portuguese from Mombasa, the most important positions in the region in 1698 which paved the way for political, economical and cultural relations with the African nation.
Descrição: Tese de doutoramento, História (História dos Descobrimentos e da Expansão), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/3525
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