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http://hdl.handle.net/10451/3689
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| Title: | Linguagem comum: um ensaio sobre clichés |
| Authors: | Gonçalves, Maria Teresa |
| Advisor: | Tamen, Miguel,1960- |
| Keywords: | Clichés Análise de discurso Análise literária Teses de mestrado - 2004 |
| Issue Date: | 2004 |
| Abstract: | Esta tese centra-se na discussão da dualidade da relação que mantemos
com os clichés. Por um lado, tendemos a considerá-los exemplos de banalidade e
obstáculos à originalidade. Por outro lado, não hesitamos em usá-los quando
asseguram a legibilidade dos nossos enunciados e comportamentos. Defender-seá
que muito frequentemente a rejeição de clichés corresponde à rejeição da
linguagem corrente e que a única alternativa, a existir, seria uma linguagem privada.
O resultado só poderia ser o isolamento e a incomunicabilidade, i.e.
presumivelmente o contrário daquilo que desejam os que afirmam que a linguagem
comum é demasiado restritiva para os seus propósitos.
Para além disso, a nossa falta de imunidade aos clichés e o facto de as
pessoas se citarem serão apresentados como fazendo parte de pertencer a uma
comunidade, cujos membros fazem coisas parecidas, e não como uma limitação.
Na base do meu argumento está o conto de Alberto Moravia “Um Jogo”,
que pode ser lido como uma parábola sobre clichés. ABSTRACT: This dissertation focuses on the discussion of the twofold way we relate to
clichés. On the one hand, we tend to view them as an instance of banality and as
an obstacle to originality. On the other hand, we use them unhesitatingly when they
assure the legibility of our utterances and behaviour. It will be argued that most
frequently the rejection of clichés equates with the rejection of everyday language
and that the only alternative, assuming it could exist, would be a private language.
The result could only be isolation and incommunicability, i.e. presumably the
opposite of what those who claim that ordinary language is too restrictive for their
purposes wish.
Moreover, our lack of immunity to clichés and the fact that people quote
each other will be presented as part of belonging to a certain community, whose
members do similar things, and not as a liability.
The basis of my argument is Alberto Moravia’s short story “Un Gioco”,
which can be read as a parable on clichés. |
| Description: | Tese de mestrado, Teoria da Literatura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2004 |
| URI: | http://hdl.handle.net/10451/3689 |
| Appears in Collections: | FL - Dissertações de Mestrado
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