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Título: Política e poesia: as respostas de Aristóteles
Autor: Couto, Ana Sofia da Silva
Orientador: Tamen, Miguel,1960-
Palavras-chave: Aristóteles,384-322 a.C.
Platão,427-347 a. C.
Sócrates,469-399 a.C.
Poesia
Ética
Política
Teses de mestrado - 2006
Issue Date: 2005
Resumo: Esta tese questiona a noção de “resposta” aplicada à interpretação da Poética e expõe a ideia de que a defesa da poesia, no caso de Aristóteles, não é independente da amizade por um determinado modelo político, modelo esse suportado por um entendimento específico do funcionamento das emoções humanas. Segundo este entendimento, os homens pensam e sentem (alegria ou tristeza) em função de si e dos seus, em função de um círculo composto pelos próximos, sendo o altruísmo o resultado de uma capacidade de alargamento desse círculo. Relativamente à importância da poiêtikê technê, a tese coloca, portanto, a hipótese de se interpretar a distância entre Platão e Aristóteles em termos ético-políticos. Sócrates / Platão condena a poesia por considerar que ela incita à privatização do sentimento, opondo-se ao ideal comunitarista caracterizado no Livro V da República. Para Aristóteles, que vê como muito pouco vantajosa a política comunitarista, a poesia não comporta perigos políticos porque ela está de acordo com a natureza humana: os casos que os poetas devem usar são, no fundo, histórias que mostram a inexequibilidade de uma ‘política do grande círculo’. A tese tenta ainda uma breve aproximação à catarse, concebendo-a como um efeito de alargamento do âmbito estritamente privado da emoção.
Abstract: This dissertation discusses the notion of “answer” applied to the interpretation of Aristotle’s Poetics and sustains that the defence of poetry, in Aristotle’s case, is not independent from some friendship with a certain political model, a model which has in its substrate a specific understanding of how human emotions work. According to this understanding, when human beings feel sadness or joy, they think in themselves and in their people, they think in a community of people who are close to them; consequently, altruism results from a capacity to extend that circle. In respect to the importance of the poiêtikê technê, this dissertation assumes that the distance between Plato and Aristotle may be interpreted in ethic-political terms. Socrates / Plato condemns poetry because he believes that the art of poets may instigate to some feeling’s privatisation, blocking the communist political model which is presented in Republic (Book V). For Aristotle, who sees no advantages in that political ideal, poetry doesn’t have any political danger because this art is in accordance with human nature: the stories that poets should use are stories that expose the impractibility of a ‘big circle’s politic’. The dissertation also tries an approach to catharsis defining it in terms of an enlargement of the emotion’s private scope.
Descrição: Tese de mestrado, Teoria da Literatura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2006
URI: http://hdl.handle.net/10451/3697
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