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Título: O que seria um Winston Smith feliz? uma unidade possível para a obra de George Orwell
Autor: Amorim, Maria de Gouveia Durão Pacheco de
Orientador: Feijó, António M.,1952-
Palavras-chave: Orwell,George,1903-1950
Literatura inglesa - séc.20
Análise literária
Teses de mestrado - 2006
Issue Date: 2005
Resumo: Uma observação mais atenta da obra de George Orwell permite intuir, por entre a aparente dispersão das muitas questões polémicas em que se envolveu – que vão desde pontos relativos a arte e linguagem até problemas de natureza moral e política –, uma certa unidade de propósito. Esta unidade parece residir, não num alinhamento político, social ou filosófico, mas na percepção de uma questão de fundo. É como se, em todas as polémicas, o problema fosse sempre o mesmo. Por outro lado, esta percepção parece ir-se agudizando, ao longo da sua vida, acentuando-se, dentro da formulação política dada ao problema, uma urgência existencial. Percebe-se assim que aquilo que está em causa, no pesadelo totalitário de Nineteen Eighty-Four, não é tanto o destino político do mundo, como a possibilidade de um homem poder ser feliz num mundo assim. Paralelamente a uma intenção constante, é também possível observar a existência de um desejo e de um esforço de síntese, da parte de Orwell, no modo de lidar com certas oposições que os seus contemporâneos tendiam a hipostasiar e a reduzir a um dos termos. A obra de Orwell parece ser, assim, simultaneamente percorrida por uma unidade de propósito e por um propósito de unidade. Trata-se de uma apreensão constante diante de qualquer coisa, cuja existência os homens do seu tempo tendiam a fazer desaparecer e da qual dependia, de algum modo, a unidade de todos os factores. Como método para chegar a perceber de que modo é que aquilo que está em causa, nas manifestas preocupações de Orwell, é sempre o mesmo, analisam-se neste trabalho duas das questões mais recorrentes em toda a sua obra: primeiro, a linguagem e, em seguida, a liberdade. E propõe-se mostrar, por fim, tentando responder à pergunta “O que seria um Winston Smith feliz?”, o que confere unidade à obra de George Orwell.
Abstract: In spite of the apparently dispersive, fragmentary nature of George Orwell’s life and work, a closer look at them allows for the perception of a certain unity of intention. This unity seems to consist not in a political, social or philosophical commitment, but in an intuition of a structural problem. It is as if in every discussion the matter was always the same. On the other hand, this intuition seems to grow evermore acute, during the course of his life, and one can sense the intensifying of an existential urgency within the political formulation of this problem. One realizes, then, that what is at stake in the totalitarian nightmare of Nineteen Eighty-Four is not so much the world’s political destiny, as the possibility of a man ever being happy in such a world. At the same time, it is also possible to notice the existence of a desire for and an effort of synthesis in his way of treating certain oppositions, that the intellectuals of his time tended to reify and reduce to only one of its terms. Orwell’s work seems therefore to simultaneously present a unity of purpose and a purpose of unity. It is a constant concern for something, the existence of which the men of his time tended to erase and on which the unity of every factor ultimately depended. As a method to understand on what way is it that what is at stake in the various and well-known preoccupations of Orwell is always the same, two of his main points of discussion are analyzed in this work: first, the question of language and, then, the question of freedom. And what is intended by this work is to show, by answering the question “What would make Winston Smith happy?”, what is it that gives unity to the work of George Orwell.
Descrição: Tese de mestrado, Teoria da Literatura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2006
URI: http://hdl.handle.net/10451/3698
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