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Título: Figuras da luz : uma leitura estética da metafísica de São Boaventura
Autor: Afonso, Filipa Maria Oliveira de Almeida, 1980-
Orientador: Xavier, Maria Leonor, 1959-
Correia, Carlos João Nunes, 1956-
Palavras-chave: Teses de doutoramento - 2011
Boaventura, Santo, 1221-1274
Filosofia - Idade Média
Metafísica
Estética
Cristianismo
Luz na religião
Issue Date: 2011
Resumo: Da luz que sumamente se difunde à resplandecência que reverte o sentido descendente da iluminação e a reconduz à sua origem luzente, desenha Boaventura um círculo luminoso no qual se coordena e ritma toda a sua metafísica. Com efeito, a partir da semântica da luz, traça o autor do século XIII um mapa conceptual coeso e fecundo, capaz de congregar numa unidade estruturante e de diferenciar nas suas especificidades as três regiões ônticas que se concertam na sua mundividência: Deus, o homem e o mundo. Nestas três instâncias entrever-se-á, então, não apenas uma hierarquia perfeitamente estratificada, segundo distintas expressões de luz, mas ainda um dinamismo omnipresente que as abraça e inter-relaciona, e que bem se deixa pensar à luz da vigorosa actividade inerente à natureza luminosa. Se, pela luz, o universo bonaventuriano se acende num dinamismo vital que alinha as criaturas com o Criador e, no Criador, as três pessoas da Trindade entre si (que estão sendo postas, também elas, por um dinamismo luminoso), pela beleza se elucidará a estrutura que desse dinamismo resulta. Porque, desde logo, a actividade da luz desdobra a unidade do princípio luzente numa certa dualidade de princípio e principiado, a beleza vem assinalar, de entre a pluralidade que a actividade da luz faz emergir, a sua unidade como sobrevivência e rastro do princípio no principiado, como esplendor, portanto, do Pai no Filho e do Filho em toda a criação. Assim, quando a beleza vier, sob a pena do Doutor Seráfico, precisar-se na ideia de uma proporção entre partes, ou na ideia de um sentimento subjectivo, é ainda nesse conceito matricial de beleza que ela se deixará subsumir.
From the light that first and foremost diffuses itself to resplendence that recasts the descending course of illumination, taking it back to its beaming origin, Bonaventure draws a luminous circle that coordinates and rhythms all his metaphysics. In fact, the 13th century author departs from the semantics of light to draw a cohesive and fecund conceptual map, capable of congregating in a structuring unity and of differentiating in its specificities the three ontic regions that conflate concertedly in his cosmovision: God, man and the world. In these three instances, one distinguishes not only a perfectly stratified hierarchy, according to distinct expressions of light, but also an omnipresent dynamics that encircles them and determines their interrelation, therefore allowing for its consideration under the vigorous activity of luminous nature. If, through light, the universe of Bonaventure gains a vital dynamics that brings into line the creatures and the Creator, and in the Creator, the three Trinity persons (themselves posited by a luminous dynamics), through beauty the structure resulting from that very dynamics is clarified. As right from the start, the activity of light unfolds the unity of the luminous source in a duality of commencement and commenced, beauty underscores, within the plurality the activity of light brings to the surface, its unity as survival and vestige of the origin in the originated, and therefore as splendour of the Father in the Son, and of the Son in all creation. And so, when beauty, under the pen of Doctor Seraphicus, eventually comes to terms with the idea of a proportion between the parts, or with the idea of a subjective feeling, it is still to be subsumed by that matrix concept of beauty.
Descrição: Tese de doutoramento, Filosofia (Filosofia Medieval), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/3745
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