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http://hdl.handle.net/10451/3782
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| Title: | Uma retórica da superação: o Contributo alla critica di me stesso, de Benedetto Croce |
| Authors: | Jesus, Carlos José Marques Duarte de |
| Advisor: | Feijó, António M.,1952- |
| Keywords: | Croce,Benedetto,1866-1952 Filosofia da linguagem Retórica Filosofia literária Filosofia do espírito Teses de mestrado - 2000 |
| Issue Date: | 1999 |
| Abstract: | Abstract: O Contributo alla critica di me stesso, texto que se constitui como corpus
desta tese, escrito por Benedetto Croce entre 1915 e 1950, apresenta-se como
uma narrativa autobiográfica, que neste trabalho é entendida como um exercício
retórico, no sentido em que pretende aspirar a uma ilusão, a de que é sempre
possível ultrapassar estados difíceis. São analisadas as considerações de Croce
sobre a relação entre a arte e a vida bem como o papel da linguagem e da
estrutura textual no encontro com a ideia de superação. Se os elementos factuais
presentes no texto são susceptíveis de pôr em causa tudo aquilo que possa estar
implícito numa certa maneira de entender a superação, o certo é que o plano
retórico em que se alicerça o texto contribui para o estabelecimento de uma
ordem nova a partir da qual será possível conceber a superação. Acerca do
conceito de superação pretende-se determinar até que ponto o Croce que se
afirma em muitos textos contra Hegel não será muito mais por Hegel. Os textos
de Louis Aragon e de Raymond Roussel abordados ao longo desta tese encontram
na relação e no modo como apresentam a ideia de começo um espaço em que
também o Contributo se inscreve. É nesta perspectiva que se estuda Beginnings,
de Edward Said. Através de Said emerge a figura de Giambattista Vico a
propósito, não apenas da relação entre um texto histórico e o seu começo, mas
também da distinção entre "lógica poética" e "lógica de fidedignidade". O texto
de Sigmund Freud, Trauer und Melancholie, pretende trazer à discussão o modo
como o autor se relaciona com o estado de luto e as estratégias de que se serve
para o superar. O texto de Stanley Cavell articula-se com uma necessidade,
recorrente ao longo do Contributo, de procurar ao mesmo tempo dissimular e
assumir um tom autobiográfico no discurso. Abstract: Contributo alla critica di me stesso by Benedetto Croce, written between
1915 and 1950, constitutes the corpus of this dissertation. The text is an
autobiographical narrative, which is here seen as a rethorical exercise, since it
aims at presenting as possible an illusion, the one of believing in overcoming
difficult situations. Croce's considerations on the relationship between art and life
are dealt with, as well as the role of language and of textual structure in the idea
of superation. On one hand, the textual facts may question what is usually
understood as superation; on the other hand, the rethorical organization of the text
allows the constitution of a frame of mind, where superation is conceivable.
Croce's reception of Hegel and Aufhebung is studied so as to question if his
against relation to Hegel is actually a for bias. The texts by Louis Aragon and
Raymond Roussel are here related to the concept of beginning, essential to the
understanding of Contributo. It is also the case of Beginnings by Edward Said
who mentions Giambattista Vico, in relation to historical texts and their
beginnings, as well as the distinction between «poetical logic» and «trustworthy
logic». Trauer und Melancholie by Sigmund Freud is taken into account to
establish Croce's way of mourning and the strategies he develops to overcome
this situation. The text by Stanley Cavell is studied to make clearer the
autobiographical tone of the Contributo, which is recurrently assumed or
disguised by the author. Abstract: Il Contributo alla critica di me stesso costituisce il corpus di questa tesi.
Scritto da Benedetto Croce tra il 1915 e il 1950, si presenta come narrativa
autobiografica ed’e’ intesa, in questo lavoro, come esercizio retorico nel senso in
cui pretende di aspirare ad un illusione, quella che afferma la reale possibilità di
oltrepassare gli stati difficili. Vengono analizzate le considerazioni di Croce in
merito alla relazione tra l'arte e la vita e anche il ruolo del linguaggio e della
struttura testuale nell'incontro con l'idea di superamento. Se gli elementi fattivi
presenti nel testo sono suscettibili di mettere in causa tutto cio’ che puo’ sembrare
implicito in un certo modo di considerare il superamento, la realta’ è che il
piano retorico in cui si gettano le fondamenta del testo contribuisce a stabilire un
nuovo ordine dal quale sarà possibile concepire il superamento. Sempre in
merito all’idea di superamento, si vuole determinare fino a che punto il Croce,
che si definisce in molti testi contro Hegel, non sia in realta’ pro Hegel. I testi di
Louis Aragon e di Raymond Roussel, affrontati in questa tesi, trovano nella
relazione e nel modo in cui presentano l'idea di inizio uno spazio in cui anche il
Contributo si inscrive. È in questa prospettiva che si studia Beginnings, di
Edward Said. Attraverso Said emerge la figura di Giambattista Vico non soltanto
a proposito della relazione tra un testo storico e il suo inizio, ma anche della
distinzione tra "logica poetica" e "logica di fede e dignità". Il testo di Sigmund
Freud, Trauer und Melancholie, intende affrontare il modo in cui l'autore si
rapporta con lo stato di lutto e le strategie di cui si serve per superarlo. Il testo di
Stanley Cavell si articola attraverso la necessità, ricorrente nel Contributo, di
cercare allo stesso tempo di dissimulare e assumere, nel contempo, un tono
autobiografico. |
| Description: | Tese de mestrado, Teoria da Literatura, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2000 |
| URI: | http://hdl.handle.net/10451/3782 |
| Appears in Collections: | FL - Dissertações de Mestrado
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