Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/409
Título: Roteiros portugueses do Extremo Oriente: sua origem e evolução no século XVI
Autor: Matos, Luís Jorge Rodrigues Semedo de
Orientador: Domingues, Francisco Contente, 1959-
Palavras-chave: Descobrimentos portugueses - séc.16
Navegação marítima - séc.16
Roteiros - séc.16
Comércio - Ásia Oriental - séc.16
Data de Defesa: 2007
Resumo: Em 1511, Afonso de Albuquerque avançou com uma força naval sobre a cidade de Malaca que acabou por cair nas suas mãos, após algumas semanas de combates. A posse daquela cidade deu aos portugueses a chave para entrarem numa imensa região que não conheciam de todo e que começaram imediatamente a explorar. Logo nesse ano foram enviados navios ao Pegu e a Banda, a que se seguiram viagens a Sunda, a Sião e, pouco tempo depois, à China. Abriram-se em poucos anos várias rotas marítimas de comércio que interessavam aos portugueses, em zonas bastante diferenciadas, qualquer delas bastante complexa sob o ponto de vista náutico. Exigia-se um conhecimento apurado desses caminhos do mar e a elaboração dos respectivos roteiros, à semelhança do acontecera com o Atlântico e Índico ocidental, mas essa tarefa foi demorada. Para as duas vias entre Malaca e as Molucas só ocorreu nos anos trinta, e para o caminho da China deve ter ocorrido nos anos cinquenta e sessenta, numa fase de incremento do comércio oficial com esse país que culminou com o estabelecimento português em Macau, em 1557. Para este trabalho seleccionei as três rotas marítimas portuguesas que me pareceram mais importantes e paradigmáticas: os caminhos para as Molucas por Java e por Bornéu, e a via para norte até ao rio de Cantão. Reunindo o maior número de roteiros sobre as mesmas, fez-se o estudo comparado dos mesmos, procurando descobrir e compreender as opções dos pilotos, em função das condições físicas do meio. O objectivo é a reconstrução das rotas da forma mais detalhada que for possível, observando os pormenores náuticos específicos da navegação nos mares do Extremo Oriente.
In 1511 Afonso de Albuquerque moved forward with a navy force over the city of Melaka, which ended up falling into his hands, after several weeks of fighting. The possession of that city gave the Portuguese sailors the key to enter a huge region they didn't know at all and which they began to explore immediately. Right in that year they sent ships to Pegu and Banda, and voyages to Sunda, Siam and shortly after to China were made. Within a few years sea routes of commerce were opened in very different places, what was very important to the Portuguese, each one of them being very complex in the nautical point of view. A perfect knowledge of the sea ways was required and also the drawing of the respective itinerary, as it had happened with the Atlantic Ocean and the West Indian Ocean, but, that task took long. For the two ways between Melaka and Moluccas it only happened in the 1530's and as the way to China is concerned it might have happened in the 1550's and 1560's, in a phase of increase of the official commerce with that country which culminated with the Portuguese settlement in Macau in 1557. For this piece of work I selected three Portuguese sea routes that seemed to be the most important and paradigmatic: the ways to Moluccas through Java and Borneo and the way to North up to river Canton. Gathering the biggest number of itineraries about the above mentioned I made the comparative study trying to discover and understanding the options of the pilots, having in mind the physical conditions of the environment. The aim is the reconstruction of the routes at the highest detail it may be possible, observing the specific nautical details of sailing in the Far East seas.
Descrição: Tese de mestrado em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2009
URI: http://hdl.handle.net/10451/409
Aparece nas colecções:FL - Dissertações de Mestrado

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