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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/4179

Title: Strategies for early detection of renal injury in HIV-infected patients : the new troponin
Authors: Brilha, Sara Sofia dos Santos, 1985-
Advisor: Valadas, Emília, 1962-
Keywords: Doenças transmissíveis
HIV
Cistatina C
Rim
Lesões
Creatinina
Teses de mestrado - 2011
Issue Date: 2011
Abstract: Background: HIV-infected patients have a known increased risk of kidney disease. For that reason, a biomarker that enables reliable detection of early and mild kidney dysfunction would be advantageous. Cystatin C is considered to be a better marker of kidney function than creatinine. Objectives: This study aimed to evaluate if serum cystatin C was a better marker than creatinine in a HIV-infected population. Material and Methods: This was an observational study of HIV-infected patients that attend the Infectious Diseases Department, at the Hospital Santa Maria, Lisbon. Patients with known kidney disease or HIV-2 infection were excluded. Clinical and demographic data was recorded and serum creatinine and cystatin C levels were determined. Results: A total of 242 patients were included. Cystatin C is an independent factor of age, gender, ethnicity and body mass index. Of the 17 patients with elevated levels of cystatin C but with an estimated creatinine clearance within normal range, 11 were on antiretroviral therapy with tenofovir and/or atazanavir. Fourteen patients were smokers and 10 patients had hepatitis C virus co-infection, which are known causes of inflammation. In a matched control group of 27 patients, with cystatin C within normal range, the majority of patients also were on an antiretroviral regimen with tenofovir and/or atazanavir. However, none of them had hepatitis C virus co-infection. Moreover, a statistical association was found between high levels of cystatin C and alanine transaminase. Differences between biomarkers’ levels and patients on combinations with tenofovir, ritonavir boosted atazanavir or both were also studied. Although it was not found any statistically significant difference in creatinine and estimated creatinine clearance, with cystatin C, patients that were on atazanavir or tenofovir and had a higher level of cystatin C, compared with patients that never were on these drugs. Conclusion: Cystatin C levels may be increased in inflammatory conditions. Therefore, in HIV-infected patients, where chronic systemic inflammation is present, often associated to other inflammation sources, such as chronic hepatitis C virus co-infection, the use of cystatin C to monitor kidney function may overestimate kidney impairment. In what concerns to nephrotoxicity, it was found that patients on atazanavir had higher levels of cystatin C. It is important to develop prospective studies, in order to assess the real long-time impact of the more recent antiretroviral drugs on kidney function. Introdução: Os doentes infectados por VIH possuem um risco aumentado para o desenvolvimento de doença renal. Por esta razão, seria importante utilizar um marcador que permitisse uma detecção precoce de alterações da função renal. A cistatina C tem sido referida na literatura como um melhor marcador da função renal, comparativamente com a creatinina. Objectivos: O objectivo deste estudo é analisar se a cistatina C sérica constitui um melhor marcador da função renal que a creatinina, para a população de doentes infectados por VIH. Material e métodos: Este é um estudo observacional de doentes infectados por VIH, seguidos no Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de Santa Maria, Lisboa. Os doentes com doença renal documentada e infecção por VIH-2 foram excluídos deste estudo. Foram recolhidos dados clínicos e demográficos e foram determinados os níveis séricos de creatinina e cistatina C. Resultados: Um total de 242 doentes foi incluído neste estudo. Os níveis de cistatina C mostraram-se independentes da idade, sexo, etnia e índice de massa corporal. Dos 17 doentes com níveis elevados de cistatina C mas com clearance da creatinina dentro dos valores de referência, 11 doentes estavam sob terapêutica antirretroviral com tenofovir e/ou atazanavir potenciado com ritonavir. Catorze doentes eram fumadores e 10 estavam co-infectados por vírus da hepatite C, que constitui um factor conhecido de inflamação. Num grupo controlo de 27 doentes, com cistatina C dentro dos valores normais, a maioria dos doentes também se encontrava sob terapêutica antirretroviral com tenofovir e/ou atazanavir. No entanto, nenhum possuía co-infecção por vírus da hepatite C. Foram também analisadas diferenças entre os níveis dos marcadores e doentes em combinações com tenofovir, atazanavir potenciado com ritonavir ou com ambos. Embora não tenha sido encontrada nenhuma diferença estatisticamente significativa nos níveis de creatinina e clearence da creatinina estimado, com a cistatina C, doentes sob atazanavir ou tenofovir e atazanavir possuíam níveis mais elevados deste marcador, comparativamente com os doentes que nunca estiveram sob estes antirretrovirais. Conclusão: Os níveis de cistatina C podem aumentar com factores inflamatórios. Por esta razão, no caso dos doentes infectados por VIH, onde existe uma inflamação sistémica crónica, muitas vezes associada a outras fontes de inflamação, como a co-infecção por vírus da hepatite C, a utilização exclusiva da cistatina C para a monitorização da função renal pode conduzir a uma sobrestimação de uma lesão renal. Em termos de nefrotoxicidade, verificou-se que doentes sob atazanavir possuíam níveis mais elevados de cistatina C. É de extrema importância, o desenvolvimento de novos estudos prospectivos, de forma a permitir a análise do impacto a longo prazo destes antirretrovirais mais recentes na função renal.
Description: Tese de mestrado, Doenças Infecciosas Emergentes, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/4179
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