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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/4245

Título: Negação metalinguística e estruturas com nada no português europeu
Autor: Pinto, Clara
Orientador: Martins, Ana Maria,1958-
Palavras-chave: Língua portuguesa
Negações (Linguística)
Sintaxe
Teses de mestrado - 2010
Issue Date: 2010
Resumo: O presente trabalho tem como tema a negação metalinguística em Português Europeu, centrando-se num marcador de negação metalinguística ainda não estudado – o marcador nada. A negação metalinguística foi posta em evidência por Laurence Horn (1989), tendo sido apresentada como um tipo de negação dependente de um contexto discursivo específico. No Português Europeu, a negação metalinguística pode ser veiculada por marcadores de negação não-ambíguos. O principal objectivo deste trabalho é demonstrar que, além dos marcadores metalinguísticos cá/lá e agora, identificados por Martins (2010a), o PE dispõe de outros marcadores da mesma natureza, como é o caso de nada, sobre o qual centraremos a nossa análise. Demonstraremos, através da aplicação dos testes propostos em Horn (1989) e de outros considerados relevantes, que nada é um verdadeiro marcador de negação metalinguística, distinto do marcador enfático nada, e que pertence ao grupo dos marcadores periféricos. Veremos ainda que as estruturas com nada exigem legitimação discursiva prévia e obedecem a uma estrutura-eco, reproduzindo apenas conteúdo previamente introduzido no discurso. A análise do tipo de estruturas em que nada ocorre, privilegiando a elipse de VP, conduzir-nos-á à proposta de que nada seja considerado um marcador de asserção responsiva, que codifica (no domínio de CP) um tipo específico de frase, a objecção (cf. Farkas e Bruce, 2010). Mostraremos também que nada apresenta um requisito de segunda posição, que o impede de ocupar a primeira posição na frase. Veremos que o requisito de segunda posição pode ser satisfeito através de duas estratégias distintas: com topicalização de IP ou através de reanálise morfológica (com o verbo ou com cá/lá). Para a representação sintáctica de nada, adoptaremos uma arquitectura simples de CP. Seguindo a proposta de Drozd (2001), propomos que nada seja gerado em C. Nos casos em que haja lugar à topicalização de IP, todo o IP surgirá como adjunto a CP, de acordo com a proposta de Duarte (1987). Quando se observa reanálise morfológica, o verbo e nada (ou cá/lá e nada) fundir-se-ão em C.
Abstract: The present work investigates the theme of metalinguistic negation in European Portuguese, with special emphasis on a still unknown metalinguistic negation marker – the word nada. Metalinguistic negation was first pointed out by Laurence Horn (1989), who presented it as a type of negation, relying on a specific discourse context. In European Portuguese, metalinguistic negation can be conveyed by unambiguous negation markers. The main goal of this work is to prove that, apart from the metalinguistic negation markers cá/lá and agora, identified by Martins (2010a), there are other such markers in EP. That is the case of the word nada, which will be analyzed here. By using the tests proposed by Horn (1989), – as well as others considered relevant to the analysis – we will show that nada is a true metalinguistic negation maker, different form the emphatic marker nada and belonging to the group of peripheral markers (cf. Martins, no prelo). We will also demonstrate that structures with nada need to be licensed by the discourse context, obeying to an echo-structure that only allows information previously introduced in the speech. The analysis of the structures containing the metalinguistic negation marker nada shows that this type of structure favours VP ellipsis. This observation leads us to suggest that nada may be considered a marker of responding-assertions (cf. Farkas e Bruce, 2010) that encodes (in the CP domain) a particular type of sentence, the objection. In addition, we will show that nada observes a second position requirement, which blocks its occurrence as the first element in a sentence. The second position requirement may be satisfied by using two different strategies: with IP topicalization or through morphological merger (with the verb or with cá/lá). As far as the syntactic representation is concerned, we will adopt a simple CP structure. Following Drozd’s (2001) proposal, we will assume nada to be located in C. Whenever the IP is topicalized, it shall appear as an adjunct to CP, in the terms presented in Duarte (1987). However, if morphological merger is observed, both the verb and nada (or cá/lá and nada) will merge in C.
Descrição: Tese de mestrado, Linguística, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2010
URI: http://hdl.handle.net/10451/4245
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