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Título: O papel da internalização das motivações para a relação nas emoções de culpa e vergonha : influências nas estratégias de conflito e na satisfação relacional
Autor: Mader, Júlia Lisa
Orientador: Moreira, João Manuel, 1964-
Palavras-chave: Culpa
Vergonha
Motivação (Psicologia)
Satisfação relacional
Teses de mestrado - 2011
Issue Date: 2011
Resumo: A culpa e a vergonha são emoções dolorosas que têm implicações distintas ao nível individual e interpessoal. A emoção de vergonha surge como mais disruptiva, enquanto a culpa possui várias vantagens. Este estudo pretendeu analisar estas emoções no contexto das relações românticas, compreender o que está na base das diferenças encontradas na propensão para a culpa e para a vergonha, estudar o efeito das duas emoções numa variável específica do funcionamento relacional – as estratégias de conflito – e os seus efeitos na satisfação relacional. A amostra foi constituída por 246 participantes envolvidos em relações românticas, que preencheram um conjunto de instrumentos de auto-relato que pretendiam avaliar as diferentes variáveis estudadas. Os resultados estavam de acordo com as hipóteses de que na base das diferenças entre culpa e vergonha estariam a internalização das motivações para o envolvimento na relação, isto é, motivações mais autónomas estavam associadas à propensão para a culpa e motivações mais controladas à propensão para a vergonha. Tal como esperado, a propensão para a culpa estava associada a estratégias de conflito mais construtivas e a propensão para a vergonha a estratégias mais destrutivas. Apenas a estratégia de colaboração mostrou uma associação positiva com a satisfação relacional, enquanto a dominação e, inesperadamente, a separação, se relacionavam negativamente à satisfação relacional. A motivação autónoma e, em alguns casos, a propensão para a culpa, estavam positivamente associadas à satisfação relacional. Esta associação foi negativa para a motivação controlada. A propensão para a vergonha mediou a relação entre a motivação controlada e a estratégia de submissão, enquanto a relação entre a motivação autónoma e as estratégias construtivas foi mediada pela propensão para a culpa. A estratégia de colaboração foi a única a mediar a relação estabelecida entre a culpa e a satisfação relacional. Surgiram várias hipóteses parcialmente confirmadas e relações não antecipadas.
Shame and guilt are painful emotions that have distinct implications for the individuals and their relationships. Shame is the more disruptive emotion, while guilt has several advantages. This study intended to analyze these emotions in the context of romantic relationships, to understand the basis of the individual differences found in proneness to shame or guilt, to study the effect of these emotions on a specific component of relationship functioning – conflict strategies – and their effects on relationship satisfaction. The sample included 246 participants, involved in romantic relationships, which completed a set of self-report measures of the different variables studied. The results were compatible with the hypotheses that internalization of the motivations for the involvement in the relationship would be the basis of proneness to shame or guilt, specifically, more autonomous motivations for relationship involvement were associated with guilt-proneness, and more controlled motivations with shame-proneness. As expected, guilt-proneness was associated with more constructive conflict strategies and shame-proneness with more destructive strategies. Only the collaboration strategy was positively related to relationship satisfaction, while domination and, unexpectedly, separation, were negatively related to relationship satisfaction. Autonomous motivation and, in some cases, guilt-proneness, were positively associated with relationship satisfaction. This association was negative for controlled motivation. Shameproneness mediated the relation between more controlled motivations and submission, while the relation between autonomous motivation and constructive strategies was mediated by guilt proneness. Collaboration was the only strategy that mediated the relation between guilt and relationship satisfaction. Several hypotheses were only partially confirmed and several unexpected relations emerged.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/4374
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