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Título: A tragédia da liberdade na Filosofia do dinheiro de Georg Simmel
Autor: Marques, Francisco Miguel Bracons Felizol
Orientador: Serrão, Adriana Veríssimo,1951-
Palavras-chave: Simmel,Georg,1858-1918
Dinheiro
Liberdade
Filosofia - Alemanha - séc.19-20
Teses de mestrado - 2011
Issue Date: 2011
Resumo: Na Filosofia do Dinheiro (Philosophie des Geldes, 1900), Georg Simmel aplica ao dinheiro a sua concepção de verdade e o método relativista. A história do dinheiro mostra um processo de contínua divisão até à sua completa atomização, bem como a liberdade de tomar qualquer forma à custa de objectivar, de igualizar em quantia todas as qualidades dos objectos de troca. O dividir do dinheiro estende-se tanto a objectos como a sujeitos. Os objectos chegam-nos mais, mais efémeros e mais incompreensíveis; libertam-se de nós – cresce uma cultura objectiva que se afasta do homem. Ao mesmo tempo, com o dinheiro, os sujeitos começam por experimentar uma divisão, e depois uma liberdade que, vazia porém de propriedade e destituída de fim, sem encontrar resistências nem direcção, se revela como negativa. Ao contrário desta, a liberdade positiva tem propriedade, tem fim e assenta no individual; a individualidade não é o indivíduo isolado na sua ilha subjectiva, nem aglutinado num continente - não é ilha nem continente, é ilha e continente, pen-ínsula. Em 1911, Georg Simmel descreverá a vida humana como a tentativa de conter a matéria em formas que, uma vez criadas, logo se começam a esvaziar de conteúdos, restando-lhe por isso criar formas atrás de formas: é a tragédia da cultura. A dissertação procura defender que a visão simmeliana da tragédia da cultura já se anuncia em 1900, na Filosofia do Dinheiro, como tragédia da liberdade. Só usando o dinheiro como meio, só agindo em liberdade positiva, ultrapassando com esforço sucessivas resistências, formas atrás de formas de não-liberdade, podemos caminhar para o nosso fim individual.
ABSTRACT: In Philosophy of Money (Philosophie des Geldes, 1900) Georg Simmel applies to money his conception of truth and the relativist method. The history of money shows a permanent splitting process until complete atomization, as well as the freedom to take any form through objectifying, equalizing in quantity all qualities of the exchanging objects. Money’s division extends to both objects and subjects. The objects reach us more, more ephemeral and more incomprehensible; they free themselves from us – grows an objective culture that creates a distance from man. At the same time, with money, subjects begin to experiment splitting, and then a freedom which, however empty in properties and with a purpose devoid aim, finding no resistances or direction, reveals itself as negative. Contrary to this, positive freedom has property, has end and is build on the individuality; individuality is not the individual isolation in his subjective island, not a continent agglutination – is not island and not continent, is island and continent, “pen-insula”. In 1911, Georg Simmel describes human life as an attempt to contain matter in forms that, once created, they soon begin to drain contents, only leaving, because of that, create forms after forms: is the tragedy of culture. This paper seeks to argue the prefigured announcement in 1900, in Philosophy of Money, of Simmel’s vision about the tragedy of culture, as a tragedy of freedom. Only using the money as a mean, only acting on positive freedom, overcoming, with effort, successive resistances, non-freedom forms after non-freedom forms, we can walk to our individual purpose.
Descrição: Tese de mestrado, Filosofia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/4574
Appears in Collections:FL - Dissertações de Mestrado

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