Universidade de Lisboa Repositório da Universidade de Lisboa

Repositório da Universidade de Lisboa >
Faculdade de Letras (FL) >
FL - Dissertações de Mestrado >

Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/507

Título: Culturas de protesto em portugal na imprensa periódica: 1968-1970
Autor: Ferreira, Paulo Rodrigues
Orientador: Matos, Sérgio Campos, 1957-
Palavras-chave: Contracultura - Portugal - séc.20
Resistência política - Portugal - séc.20
Imprensa periódica - Portugal - séc.20
Portugal - História - séc.20
Issue Date: 2009
Resumo: Seguindo a imprensa para avaliar a recepção da cultura de protesto em Portugal, o presente estudo centra-se na ideia de que os fenómenos contraculturais que decorreram no nosso país em finais da década de 60 foram manifestações que, tendo tido origem no estrangeiro, chegaram a Portugal com uma força que nem um regime que se opunha a valores democráticos podia travar. Para além disso, pretende-se estabelecer pontos de contacto entre os movimentos congéneres nos EUA, em França, no Reino Unido e em Portugal, país que vivia os anos finais de uma ditadura. Dado que este estudo se baseia na imprensa nacional, importa, não apenas clarificar conceitos como os de «cultura», «contracultura» e «cultura de protesto», mas também tentar interpretar o papel que teve a imprensa periódica na disseminação da cultura (de protesto) no Portugal dessa época. Neste sentido, não se pode deixar de dar relevância às novas (ou velhas) políticas que Marcelo Caetano adoptou para o país e para a imprensa. Se a censura continuou a existir após o afastamento político de Salazar, é necessário explicar de que forma jornalistas, escritores e intelectuais de diferentes áreas foram conseguindo protestar num país que, embora estivesse a passar por um processo de acentuado crescimento económico (como acontecia com muitos dos países democráticos ocidentais), não garantia as liberdades individuais de expressão.
Focusing on the Portuguese press to understand the reception of foreign counterculture in Portugal, this study argues that the countercultural movement of the late 60s in our country, although it had its origins abroad, hit Portugal with such strength that not even (or specially) a regime opposed to democratic values could face. Furthermore, it attempts to understand the similarities between counterculture movements in democratic countries like the U.S., France, the UK, with the Portuguese, unique in the sense that it grew in the final days of a dictatorship. Since this study is based on the national press, it's not only important to clarify concepts such as 'counterculture' and 'culture of protest', but also to try to interpret the role that the press had in the regular dissemination of (protest) culture in Portugal of the time. In this sense, one cannot stress enough the importance of new (or old) policies that Marcelo Caetano adopted for the country and the press. If censorship continued to exist after the political removal of Salazar, one must explain how journalists, writers and intellectuals from different fields were able to protest in a country that, although going through a process of accentuated economic growth (much like the democratic countries of the West), failed to recognize individual freedom of expression rights.
Descrição: Tese de mestrado, História Contemporânea, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2010
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000574087
http://hdl.handle.net/10451/507
Appears in Collections:FL - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:

File Description SizeFormat
21221_ulfl071260_tm.pdf790,93 kBAdobe PDFView/Open
Statistics
FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpaceOrkut
Formato BibTex mendeley Endnote Logotipo do DeGóis 

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

 

  © Universidade de Lisboa / SIBUL
Alameda da Universidade | Cidade Universitária | 1649-004 Lisboa | Portugal
Tel. +351 217967624 | Fax +351 217933624 | repositorio@reitoria.ul.pt - Feedback - Statistics
DeGóis
  Estamos no RCAAP Governo Português separator Ministério da Educação e Ciência   Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Financiado por:

POS_C UE