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Título: O bem-estar subjectivo de adolescentes institucionalizados
Autor: Silva, Maria João Marques Xavier da
Orientador: Bizarro, Luísa Maria Gomes, 1959-
Palavras-chave: Bem-estar subjectivo
Adolescência - Portugal
Institucionalização
Teses de mestrado - 2011
Issue Date: 2011
Resumo: A população de adolescentes institucionalizados, a adolescência em si e o bem-estar continuam a ser alvo de diversas investigações, dada a importância de identificar os factores que promovem o bem-estar nesta faixa etária. No entanto, escassas são as investigações que relacionam o bem-estar com o processo de institucionalização, daí a importância de estudar esta relação. O presente estudo é de natureza exploratória e procura analisar a percepção que os adolescentes institucionalizados entre os 14 e os 17 anos têm relativamente ao próprio bem-estar subjectivo. Mais especificamente, procura-se perceber se o processo de institucionalização influencia o bem-estar subjectivo dos adolescentes. Para tal, os dados obtidos na presente investigação foram comparados com os dados de Diener, Emmons, Larsen e Griffin (1985), Neto (1993) e Bizarro (1999), de modo a analisar a existência de diferenças no bem-estar entre os jovens institucionalizados e não institucionalizados. Para além disto, pretende-se analisar se existem diferenças no bem-estar subjectivo, entre os géneros dos adolescentes institucionalizados. Esta informação foi reunida através da aplicação da Escala de Satisfação Com a Vida (ESCV) (Neto, 1993) a 51 adolescentes institucionalizados e da realização de oito entrevistas que reúnem informação mais pormenorizada sobre a percepção dos jovens relativamente ao processo de institucionalização. A análise estatística dos dados obtidos através da ESCV mostrou que existem diferenças estatisticamente significativas entre os adolescentes institucionalizados e os não institucionalizados, sendo que o primeiro grupo apresenta níveis de bem-estar inferiores. Para além disto, conclui-se que os adolescentes institucionalizados do sexo masculino tendem a apresentar níveis superiores de bem-estar quando comparados com as adolescentes institucionalizadas do sexo feminino. Os resultados mostraram ainda diferenças de bem-estar consoante as características de cada instituição. Relativamente às entrevistas, estas mostraram uma grande diversidade de informação, podendo esta ser acrescentada aos dados obtidos através do questionário.
The population of institutionalized adolescents, adolescence itself and well-being continue to be the target of several investigations, given the importance of identifying factors that promote the well-being in this age group. However, there are few investigations that are related to the welfare of the institutionalization process, hence the importance of studying this relationship. This study is exploratory in nature and seeks to analyze the perception of institutionalized adolescents between 14 and 17 years old regarding to their own subjective well-being. More specifically, it seeks to understand if the process of institutionalization influences the subjective well-being of adolescents. To attain this goal, data obtained in this study were compared with data from Diener, Emmons, Larsen and Griffin (1985), Neto (1993) and Bizarro (1999), in order to analyze the existence of differences in welfare between institutionalized and non-institutionalized adolescents. In addition, it intends to analyze whether there are differences between genders on institutionalized adolescents, regarding subjective well-being. This information was gathered through the application of the Escala de Satisfação Com a Vida (ESCV) (Neto, 1993) to 51 institutionalized adolescents and by conducting eight interviews that gather more detailed information on the perception of young people regarding the process of institutionalization. Statistical analysis of data obtained through ESCV showed that there are significant differences among institutionalized and non-institutionalized adolescents, and that the first group had inferior levels of well-being. In addition, it is concluded that institutionalized male adolescents tend to have higher levels of well-being compared with institutionalized adolescent females. The results also showed differences in well-being according to characteristics of each institution. Regarding the interviews, they showed a great diversity of information, which may be added to the data obtained through the questionnaire.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental e Integrativa), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2011
URI: http://hdl.handle.net/10451/5098
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