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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/5323

Título: As Crianças e as Mentiras
Autor: Martins, Dulce
Carvalho, Carolina
Palavras-chave: Crianças
Desenvolvimento Moral
Mentira
Educação
Issue Date: 2008
Editora: Instituto de Estudos da Criança na Universidade do Minho
Citação: Actas do I Congresso Internacional Em Estudos da Criança- Infâncias Possíveis, Mundos Reais. Braga: Instituto de Estudos da Criança na Universidade do Minho
Resumo: O presente estudo centra-se na temática da mentira, sendo o seu propósito conhecer a percepção de alguns alunos, do 2º Ciclo do Ensino Básico, sobre o que entendem por uma mentira. Pelo que, foi nosso o objectivo principal indagar “Como é que as crianças do 2º Ciclo do Ensino Básico entendem a mentira”. Tendo em conta este objectivo e sabendo que esta temática é um dos conteúdos da moralidade, que se constrói e se torna presente dentro do universo infantil e escolar, foi nossa opção metodológica a investigação qualitativa e interpretativa. Investigámos, desta forma, a noção de mentira, a sua aceitabilidade e o castigo como uma das consequências da mentira, através de um questionário em formato de resposta aberta, com quatro histórias que relatavam situações hipotéticas de mentiras. A análise dos dados seguiu o trabalho de Piaget (1932). Ou seja, à semelhança dos resultados obtidos por este autor nos anos 30, há um número elevado de alunos que reconhece a noção de mentira de um modo realista. Contudo, também existe uma percepção mais elaborada do que é uma mentira, estando esta subjacente à intenção de enganar ou prejudicar os outros. A justificação dada pela maioria dos nossos participantes, em relação à aceitabilidade da mentira ou a permissão do seu uso, foi na sua maioria encarada como uma falta moral, que revela desonestidade e que pode ter consequências para quem a sofre, o que segundo Piaget (1932) se opõe à amizade e à confiança mútuas. Registamos, ainda, que a maioria dos alunos que participaram no nosso estudo revelou que todos os protagonistas das quatro histórias eram merecedores de castigo, sendo o castigo encarado como punição baseada na ideia de prevenção. Concluímos que as crianças, do ponto de vista moral, concebem autonomamente o seu juízo de justiça de acordo com as intenções em jogo.
URI: http://hdl.handle.net/10451/5323
Appears in Collections:FC-DE-CIE-GIEDF - Comunicações

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Martins & Carvalho. (2008). I Congresso Internacional Em Estudos da Criança- Infâncias Possíveis, Mundos Reais..pdf241,1 kBAdobe PDFView/Open
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