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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/5378

Título: Actividade biológica de extractos aquosos de Mentha sp.: perfil antioxidante, anticariogénico e metabolização digestiva in vitro
Autor: Dinis, Pedro Cleto Esteves
Orientador: Lino, Ana Rosa Leal, 1949-
Serralheiro, Maria Luísa Mourato de Oliveira Marques, 1957-
Palavras-chave: Mentha spp.
Streptococci mutans Oral
Actividade antibacteriana
Biofilme dentário
Inibição acetilcolinaesterase
Digestão in vitro
Teses de mestrado - 2010
Issue Date: 2010
Resumo: O consumo de extractos aquosos de variadas plantas tem sido apontado como uma terapia alternativa para diversas patologias, estando a presença de compostos fenólicos associada a acções antioxidantes, com diversos efeitos benéficos como, por exemplo, a redução de eventos pró-inflamatórios e oxidantes que ocorrem na doença de Alzheimer. Certos extractos demonstram ainda inibição de enzimas específicos. No caso da Doença de Alzheimer, a inibição de acetilcolina esterase é a terapia mais usual para minimizar os efeitos perniciosos desta doença. Os extractos de plantas podem também inibir o crescimento de microrganismos. A cárie dentária é uma das doenças inflamatórias mais generalizadas, cujo desenvolvimento está intimamente associado com o crescimento bacteriano de espécies patogénicas, dos quais se destacam Streptococcus mutans e Streptococcus sobrinus. A diminuição da prevalência destas espécies e a inibição dos seus principais factores de virulência, como a actividade do enzima glucosiltransferase, a formação do biofilme e a sua capacidade acidogénica, é de vital importância para uma diminuição da incidência desta doença. Este estudo recaíu nas actividades anticariogénicas, antioxidantes e inibitórias do enzima acetilcolinaesterase de quatro espécies de plantas do género Mentha: Mentha x piperita, Mentha pulegium, Mentha spicata e Mentha spicata X. A inibição do crescimento das espécies cariogénicas foi apenas atingido em 50% (MIC50) para as concentrações em estudo. Os valores centraram-se perto dos 2.50 mg/mL, com Mentha pulegium tendo o melhor resultado contra S. sobrinus, 1.79 mg/mL, e Mentha spicata o melhor contra S. mutans, 1.28 mg/mL. A inibição da formação de biofilme mostrou grandes diferenças na actividade das plantas estudadas, com Mentha spicata X inibindo em 50% com uma concentração de apenas 0.67 mg/mL para S. sobrinus e 0.83 mg/mL para S. mutans; enquanto Mentha x piperita seca necessitou de 6.19 mg/mL para S. sobrinus e 4.65 mg/mL para S. mutans. Mentha spicata X obteve também os melhores resultados na inibição do enzima GTF, embora não se tenha verificado uma relação linear entre a inibição do biofilme e a inibição do enzima para todos os extractos. A inibição da capacidade acidogénica revelou um ligeiro aumento do pH, com as melhores actividades recaíndo em Mentha x piperita seca para S. mutans, com um aumento de 0.25 para uma concentração de 6 mg/mL, e nas Mentha spicata e Mentha spicata X, que aumentaram em 0.20 e 0.25 para S. sobrinus e 0.18 e 0.15 para S. mutans, respectivamente. A planta em que se obteve melhor actividade antiradicalar foi a Mentha spicata, necessitando apenas de 16.36 μg/mL para inibir em 50% o radical DDPH. Esse valor é metade do segundo melhor resultado, 29.42 μg/mL, por Mentha x piperita seca. Mentha spicata mostrou excelentes resultados na inibição do enzima AChE, com IC50 de 0.6 mg/mL, enquanto Mentha x piperita seca revelou o resultado mais fraco nesse ensaio, com 2.19 mg/mL. O conteúdo fenólico revelou duas espécies com uma concentração mais elevada de fenóis, as folhas frescas de Mentha x piperita e o extracto de Mentha spicata X, com 177.64 μg PE/mg e 118.24 μg PE/mg, respectivamente. As outras espécies apresentaram valores entre 65-80 μg PE/mg extracto. Na avaliação da composição fitoquímica dos extractos verificou-se uma grande correlação entre as diferentes espécies, todas possuíndo o mesmo composto maioritário, ácido rosmarínico, que surgia em 60-70% da concentração. A metabolização dos extractos não foi muito extensa, ocorrendo variações mais significativas devido às células enterocíticas. A absorção dos compostos deve ocorrer apenas em concentrações residuais.
The use of plant aqueous extracts has been shown as an alternative therapy for various pathologies, with the presence of phenolic compounds being commonly associated with antioxidant profiles, leading to numerous beneficial effects, such as a reduction of proinflammatory and oxidant events that may occur in Alzheimer’s disease. Certain extract also present inhibitory activity for specific enzymes. In Alzheimer’s disease, the inhibition of acetylcholinesterase is the most usual therapy for treatment of the symptoms of the disease. Plant extracts may also prevent bacterial growth. Dental caries is one of the most widespread inflammatory diseases, and its development is closely related to the bacterial growth of pathogenic microorganisms, among which Streptococcus mutans and Streptococcus sobrinus are usually referred as the primal etiological agents. The decrease of the prevalence of these species and the inhibition of their main virulence factors, such as the activity of glucosyltransferases, biofilm formation and their acidogenic ability, is of vital importance for the decline of the incidence of dental caries. This study aimed at assessing the anticariogenic, antioxidant and antiacetylcholinesterase activities of four species of the genus Mentha: Mentha x piperita, Mentha pulegium, Mentha spicata and Mentha spicata X. The inhibition of bacterial growth was only determined in 50% (MIC50) for the concentrations studied. The values obtained were focused around 2.50 mg/mL, with Mentha pulegium obtaining the best result against S. sobrinus, 1.79 mg/mL and Mentha spicata the best against S. mutans, 1.28 mg/mL. The inhibition of biofilm formation revealed major differences in the extracts’ activities, with Mentha spicata X obtaining 50% inhibition with 0.67 mg/mL for s. sobrinus and 0.83 mg/mL for S. mutans, while dried Mentha x piperita needed 6.19 mg/mL for S. sobrinus and 4.65 mg/mL for S. mutans to obtain the same level of inhibition. Mentha spicata X showed also the best inhibitory activity for the glucosyltransferase enzyme, though a direct correlation between biofilm inhibition and enzyme inhibition could not be assessed. The inhibition of the acidogenicity showed a slight increase of pH due to the action of some extracts, with the best results being obtained by dried Mentha x piperita for S. mutans, causing a pH increase of 0.25 for 6 mg/mL, and Mentha spicata and Mentha spicata X, which increased the pH in 0.20 and 0.25 for S. sobrinus and 0.18 and 0.15 for S. mutans, respectively. The plant with the best antiradicalar capacity was Mentha spicata, needing only 16.36 μg/mL to inhibit the DPPH radical in 50%, a bit more than half of the second best result, 29.42 μg/mL, obtained by dried Mentha x piperita. Mentha spicata also showed excellent anti-acetylcholinesterase activity, with an IC50 of 0.6 mg/mL, while dried Mentha x piperita showed the lowest result for that assay, 2.19 mg/mL. The study relating to the phenol content showed two species with a very high concentration of phenols, fresh Mentha x piperita and Mentha spicata X, with 177.64 μg PE/mg and 118.24 μg PE/mg of extract, respectively. The two other species studies presented values between 65-80 μg PE/mg of extract. The phytochemical composition studies illustrated a vast correlation between the different extracts, with each one showing the same major compound, rosmarinic acid, which encompassed 60-70% of the total concentration. The metabolization of the extracts was not very ample, with the most significant variations occurring due to the action of enterocytic cells. The preliminary studies in the absorption of the compounds revealed that this action takes place only on a residual level.
Descrição: Tese de mestrado, Bioquímica, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2010
URI: http://hdl.handle.net/10451/5378
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