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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/5475

Título: Propriedades anti-inflamatórias de compostos fenólicos: mecanismos de acção celular
Autor: Filipe, Mariana Alves
Orientador: Mira, Maria de Lurdes, 1949-
Palavras-chave: Inflamação
Flavonóides
Ácidos fenólicos
Ácido hipocloroso
Neutrófilos
Células THP-1
NF-kB
Teses de mestrado - 2009
Issue Date: 2009
Resumo: Apesar das doenças inflamatórias estarem na base de diversas patologias, ainda não foi encontrada uma terapia adequada e universal para o tratamento daquelas doenças. As terapias anti-inflamatórias esteróides ou não-esteróides tradicionais, ainda não respondem eficazmente ou têm muitos efeitos laterais associadas. Assim, a procura de fitocompostos como terapêutica alternativa aos anti-inflamatórios esteróides tem-se intensificado na última década, encontrando-se já bem descritos alguns dos efeitos benéficos de compostos fenólicos. O principal objectivo deste trabalho foi estudar propriedades anti-inflamatórias de alguns flavonóides (quercetina, luteolina e crisina) e de ácidos fenólicos (ácido cafeico e ácido rosmarínico), em relação à captação de ácido hipocloroso (HOCl), gerado por síntese química ou por neutrófilos activados, bem como na activação do factor de transcrição NF-B. Em relação à captação de HOCl, para cada flavonóide foram determinados valores de IC50, determinados através de diferentes métodos de competição: oxidação do vermelho pirogalol (PGR), cloração da taurina e oxidação da sonda 3-aminofenilfluoresceína (APF) que foi seguida por espectrofluorimetria e citometria de fluxo. O flavonóide que apresentou melhor actividade foi a quercetina, uma vez que possui todas as características estruturais importantes que lhe permite ter um efeito protector em relação às reacções de cloração/oxidação mediadas pelo HOCl. Contudo, a crisina, que não possui o grupo 3-OH que existe na quercetina, também, apresentou uma actividade elevada quando o HOCl era gerado por neutrófilos activados, o que poderá ser explicado pela sua maior lipofilicidade em comparação com a quercetina. Em relação aos ácidos fenólicos, o ácido rosmarínico foi o que apresentou uma maior actividade, devido às suas características estruturais e, também, à sua lipofilicidade. Também se avaliou a capacidade dos flavonóides quercetina, luteolina e crisina para induzir alterações na activação do factor de transcrição NF-B em células THP-1 activadas por LPS. Através da análise por Western blot observou-se que os flavonóides estudados exerciam efeitos inibitórios na activação do NF-B. A inibição era dependente da concentração e o flavonóide que exerceu um efeito mais acentuado foi a crisina. Estes resultados sugerem que os flavonóides estudados podem exercer efeitos anti-inflamatórios, através da inibição da activação do NF-B e da captação de HOCl, um oxidante forte produzido pelos neutrófilos.
Although inflammation underlies of a large number of different diseases, a universal anti-inflammatory curative therapy has not been achieved. Indeed, the traditional steroidal or non-steroidal anti-inflammatory therapies are either not enough or associated with too many side effects. Therefore the search for phytocompounds, as an alternative therapy, has been intensified in the past decade and some beneficial effects of phenolic compounds have been already described. The main objective of this work was to study anti-inflammatory properties of some flavonoids (quercetin, luteolin and chrysin) and phenolic acids (caffeic and rosmarinic acid) towards the scavenging of hypochlorous acid (HOCl) chemically generated and by activated human neutrophils, as well as their effects on the activation of the transcription factor NF-B. For each flavonoid different IC50 values were obtained, when assessed through different competition methods: oxidation of pyrogallol red (PGR), taurine chlorination and oxidation of the probe 3-aminophenilphluorescein (APF), which was followed by spectrofluorimetry and flow cytometry. Quercetin was the studied flavonoid who presented the highest HOCl scavenging activity, since this flavonoid possesses structural features that are determinant on the protection against HOCl mediated chlorination/oxidation reactions. Chrysin, in spite of not possessing the 3 –OH group, which is present in quercetin, also showed high antioxidant activity, when HOCl was generated by activated neutrophils. The lipophilicity of this compound may be responsible for the behaviour of this flavonoid. Concerning phenolic acids, rosmarinic acid was the one who presented a more efficient activity, which can be due to its structural features, as well as its lipophilicity. We also examined the ability of the flavonoids quercetin, chrysin and luteolin to induce changes in the activation of NF-B in THP-1 cells activated by LPS. Inhibitory effects in the activation of NF-B, analyzed by Western blot, were observed for the studied flavonoids, in a concentration dependent manner, chrysin having presented higher inhibitory capacity. Our results suggest that the studied flavonoids may exert anti-inflammatory effects through the inhibition of NF-B activation and the scavenging of HOCl, a strong oxidant produced by phagocytic cells.
Descrição: Tese de mestrado, Bioquímica (Bioquímica Médica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2009
URI: http://hdl.handle.net/10451/5475
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