Universidade de Lisboa Repositório da Universidade de Lisboa

Repositório da Universidade de Lisboa >
Faculdade de Letras (FL) >
FL - Teses de Doutoramento >

Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/552

Title: Matéria em Aristóteles:o problema da Materia Prima no De generatione et corruptione
Authors: Chorão, Francisco José Amaral, 1967-
Advisor: Santos, José Trindade, 1941-
Keywords: Aristóteles, 384-322 a.C.
Matéria (Filosofia)
Filosofia antiga - Grécia
Teses de doutoramento - 2009
Issue Date: 2008
Abstract: A tradição interpretativa entendeu a referência ao substrato dos corpos simples, a que Aristóteles por vezes chama prèth Ûlh (materia prima), como um substrato potencial dos corpos simples, não os próprios elementos a partir dos quais outros se geram, de acordo com a concepção de geração recíproca dos elementos que apresenta no GC. Neste sentido, aquilo que ocorreria como matéria da geração simples de um elemento seria uma materia prima em si mesma indeterminada, apesar de ser um elemento já determinado a transformar-se em outro. Esta interpretação foi posta em causa em estudos recentes, concluindo alguns deles que a matéria a que Aristóteles chama materia prima é cada um dos próprios corpos simples que ocorre como matéria da geração de outro. Com base na nossa proposta de tradução do GC, integrada na presente dissertação, e na análise dos passos que nesta obra são considerados decisivos na avaliação do problema, propomos uma interpretação da noção de materia prima de acordo com as funções para as quais Aristóteles concebeu uma noção de matéria a noção de ser em potência como correlato de ser em acto. Assim, materia prima é uma acepção particular da noção de matéria. A ocorrência de um corpo simples como matéria próxima de outro não é, neste sentido, obstáculo à suposição de uma materia prima, pelo que, no mesmo corpo não deve ser confundido o substrato que é matéria próxima com o substrato que é materia prima. O primeiro gera-se e corrompe-se como substância física determinada por contrários. O segundo subsiste como substrato dos contrários em potência, razão pela qual pode ser considerado, em relação aos corpos simples, um substrato indeterminado, incorpóreo, inseparável, imperceptível (em acto). Uma redução da materia prima aos corpos simples confunde as noções de potência e acto, cuja distinção, constituindo um instrumento conceptual transversal à obra de Aristóteles, é fundamental na compreensão da geração simples dos chamados elementos, mas sobretudo na compreensão do movimento na física e da ontologia que subjaz a todas as ciências.
Tradition has interpreted the reference to the substratum of simple bodies, which Aristotle occasionally calls prèth Ûlh (materia prima, prime matter), as a potential substratum of simple bodies, not as the elements from which other elements come to be, according to the theory of reciprocal generation of the elements presented in the GC. That which could occur as matter in the generation simpliciter of one element into another would be some kind of prime matter, in itself indeterminate, though what is transformed into one element already is one other given element. This interpretation has been challenged in recent works, some of them suggesting that the matter which Aristotle takes to be materia prima is each one of those simple bodies which occur as matter in the generation of any other one. Based on our translation of the GC, which is part of this dissertation, and on those passages considered relevant in addressing the issue, we shall attempt an interpretation of prime matter which accords to the function Aristotle conceived his notion of matter for: the one potential being correlated with a given actual being. If this is accepted, materia prima is one specific meaning of Aristotle's notion of matter'. The occurrence of a simple body as proximate matter of another is not, in this sense, an obstacle to the hypothesis of materia prima, for the same reason that in one given body the substratum which is its proximate matter should not be confused with that substratum which is its materia prima. That one is generated and corrupted as a physical substance determined by contraries. The other subsists as substratum of potential contraries, being therefore considered, in relation to simple bodies, an indeterminate, incorporeal, inseparable, imperceptible substratum. The reduction of materia prima to simple bodies confuses the notions of potential and actual being, a conceptual tool not to be disregarded in our interpretation of Aristotle's work. Such a tool is required to the understanding of the generation of the so-called elements. But it is nonetheless fundamental to our understanding of movement', not only in Aristotle's physics, but also in the ontology which underlies all his sciences.
Description: Tese de doutoramento, Filosofia (Filosofia Antiga), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000553813
http://hdl.handle.net/10451/552
Appears in Collections:FL - Teses de Doutoramento

Files in This Item:

File Description SizeFormat
18354_ulsd_re287_Materia_em_Aristoteles.pdf1.94 MBAdobe PDFView/Open
Statistics
FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpaceOrkut
Formato BibTex mendeley Endnote Logotipo do DeGóis 

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

 

  © Universidade de Lisboa / SIBUL
Alameda da Universidade | Cidade Universitária | 1649-004 Lisboa | Portugal
Tel. +351 217967624 | Fax +351 217933624 | repositorio@reitoria.ul.pt - Feedback - Statistics
DeGóis
  Estamos no RCAAP Governo Português separator Ministério da Educação e Ciência   Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Financiado por:

POS_C UE