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Título: Ser, devir e perecer:a criatividade na filosofia de Whitehead
Autor: Teixeira, Maria Teresa Martins Vieira, 1960-
Orientador: Ferreira, Manuel José do Carmo, 1943-
Palavras-chave: Whitehead,Alfred North,1861-1947
Filosofia do devir
Teologia do devir
Devir (Filosofia)
Criatividade
Ontologia
Teses de doutoramento, 2009
Issue Date: 2009
Resumo: Actual entities are the ultimate elements of reality. They are temporal entities that come into existence as temporal units. They are also self-creating i.e. they constitute themselves as they become. What makes them the ultimate elements of reality is their durational character and capability for individualization. The many entities unite into one single entity, which will itself perish and in so doing become a datum for other entities. The new entity beginning its process is a novel entity. The actual entity through its self-creation allows for creativity to be introduced into the world. Reality as a whole permeates every individualization so that every actual entity is included in every other actual entity. Actual entities determine themselves also in accordance with theirs subjective aims. Self-creation, however, introduces self-determination and creativity. No process is formed unless antecedent actual entities are prehended. As soon as an actual entity concludes its concrescence it attains satisfaction and individualizes itself because it has acquired determination. Creativity underlies all reality, but in itself is not an entity and has no existence per se; it manifests itself through its instantiations i.e. through the coming into being of actual entities. It is the category of the ultimate. God is the first instantiation of creativity and also its aboriginal condition qualifying its action; as all creatures He is an actual entity. God cannot be considered apart from his creatures or apart from creativity; nor can creativity be considered apart from God and his creatures. But creativity is not to be confused with God. God is an instance of creativity; He is also an actual entity, whereas creativity is an activity that underlies all reality. In Whitehead's philosophy being is becoming and perishing; that is the reason why creativity underlies the whole of process.
As entidades actuais são os elementos últimos da realidade. São entidades temporais que vêm à existência como unidades temporais. São também criadoras de si mesmas, ou seja constituem-se a si próprias enquanto devêm. O que faz delas os elementos últimos da realidade é o seu carácter duradouro e a sua capacidade de individualização. A multiplicidade de entidades une-se numa única entidade, que irá perecer para se tornar num dado para outras entidades. A nova entidade que começa o seu processo é uma entidade original. A entidade actual, pela criação de si mesma, permite que a criatividade se introduza no mundo. A realidade como um todo permeia todas as individualizações, de forma a que cada uma delas esteja incluída em todas as outras. As entidades actuais determinam-se de acordo com o seu fim subjectivo. A criação de si, no entanto, introduz a auto- determinação e a criatividade. Não há nenhum processo que se forme sem que as entidades actuais anteriores sejam preendidas. Assim que a entidade actual termina a sua concrescência obtém satisfação e individualiza-se porque adquiriu determinação. A criatividade subjaz a toda a realidade, mas em si mesma não é uma entidade e não tem existência per se; manifesta-se através das suas instanciações i.e. através do vir à existência das entidades actuais. Constitui a categoria do último mais remoto. Deus é a primeira instanciação da criatividade e também a condição aborígene que qualifica a sua acção; como todas as criaturas, Ele é uma entidade actual. Deus não pode ser considerado separadamente das suas criaturas ou da criatividade; nem pode a criatividade ser considerada separadamente de Deus e das suas criaturas. Mas a criatividade não deve ser confundida com Deus. Deus é uma instância da criatividade, e também uma entidade actual, enquanto que a criatividade é uma actividade que subjaz a toda a realidade. Na filosofia de Whitehead o ser é devir e perecer; é por isso que a criatividade subjaz a todo o processo.
Descrição: Tese de doutoramento, Filosofia (Filosofia Contemporânea), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000564913
http://hdl.handle.net/10451/562
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