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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/5702

Title: Grupos psicoeducativos multifamiliares : uma forma de aprender a viver com a esquizofrenia
Authors: Brito, Maria Luísa da Silva, 1960-
Advisor: Abreu, José Luís Pio, 1944-
Botelho, Maria Antónia Rebelo, 1955-
Keywords: Esquizofrenia
Terapia cognitiva
Terapia familiar
Teses de doutoramento - 2012
Issue Date: 2011
Abstract: Objectivo: Procedeu-se ao desenvolvimento e estudo-piloto da versão portuguesa dos Grupos Psicoeducativos Multifamiliares (modelo de McFarlane), dirigidos a pessoas com esquizofrenia e seus familiares, analisando-se os seus efeitos e também a adequação dos instrumentos para avaliação das diversas variáveis. Metodologia: Dentre as pessoas com diagnóstico de esquizofrenia utentes da consulta externa de um serviço público português de psiquiatria, e após a aprovação do estudo pelas comissões de ética e administrativa da instituição, foi constituída uma amostra de conveniência com repartição aleatória entre o grupo experimental (6 doentes/ 12 familiares) e o grupo de controlo (8 doentes/ 9 familiares). Após a avaliação inicial dos participantes, a intervenção psicoeducativa foi implementada durante 3 anos, incluindo 38 sessões com o grupo de pessoas doentes e seus familiares, como complemento dos cuidados habituais (consultas regulares com o médico). Os dados quantitativos foram reavaliados ao fim de 2 anos, incluindo: reinternamentos e consultas; psicopatologia (PANSS); funcionamento social (SAFE/FAS e QLS-BR); percepção das pessoas doentes e seus familiares acerca dos seus conhecimentos sobre a doença e capacidade para lidar com os problemas (N-SFLQ); percepção das pessoas doentes e seus familiares acerca da sua qualidade de vida (WHOQOL-BREF). Ao longo dos 3 anos da intervenção foram sistematicamente recolhidas as opiniões dos participantes (aspectos positivos e negativos, e sugestões) acerca de cada sessão, e sujeitas a análise de conteúdo. Resultados: A amostra global parece representar a variedade de características, demográficas e clínicas, das pessoas com esquizofrenia que vivem com as suas famílias, o que por si só constitui informação útil para a identificação das prioridades em cuidados não-médicos de saúde mental e apoio social. Apenas alguns dos instrumentos de avaliação utilizados se mostraram adequados a este grupo, além de que, devido ao reduzido tamanho da amostra, não foi possível fazer quaisquer inferências estatísticas acerca dos efeitos da intervenção. Ainda assim, tanto as pessoas doentes como os seus familiares manifestaram a sua satisfação com a intervenção, destacando os seguintes benefícios: melhor compreensão da doença, contacto com pessoas que têm os mesmos problemas e partilha de experiências e sentimentos, melhoria na adesão à terapêutica por parte das pessoas doentes e progressos importantes no relacionamento social e nos seus esforços de ocupação útil. Conclusões: Os dados obtidos apontam para que os Grupos Psicoeducativos Multifamiliares sejam eficazes na satisfação das necessidades de informação e apoio das pessoas com esquizofrenia e suas famílias, devendo por isso passar a fazer parte do leque habitual de serviços em psiquiatria. É necessária mais investigação sobre como implementar este tipo de intervenção de forma eficiente, tendo também em vista a definição de padrões de cuidados para estes doentes e suas famílias.
Objective: The Portuguese version of the multiple-family psychoeducational groups (McFarlane’s model) was developed and pilot-tested to explore the efficacy of the approach for schizophrenia patients and their families, as well as the adequacy of the assessment tools. Methods: Patients with a diagnosis of schizophrenia attending a Portuguese psychiatric outpatient public service were randomly assigned to a multiple-family group (6 patients/12 relatives) and a control group (8 patients/ 9 relatives), following the study approval by the ethical and managing boards. After baseline assessment, the multiple-family group intervention (38 group sessions over 3 years) was delivered as an adjunct to standard services (regular appointments with a doctor). Quantitative outcomes were measured 2 years later, including: re-hospitalizations and service utilization; presence and severity of symptoms (PANSS); social functioning (SAFE/FAS and QLS-BR); patients and family members’ perceived knowledge and ability to manage illness and related problems (N-SFLQ); patients and family members’ perceived quality of life (WHOQOL-BREF). Participants’ written opinions (positives, negatives and suggestions) about each session over the 3 year-long intervention were systematically collected and content analyzed. Results: The global sample may well represent the wide spectrum, both demographically and clinically, of schizophrenia patients living with their families, which is per se useful information for the identification of priorities in non-medical mental health and social care. Only some of the assessment instruments, though, were found useful enough with this group. Besides, the small sample size precluded any statistical significance of the differences between test and control groups. Nonetheless, patients and their relatives clearly reported their satisfaction with the intervention, and specific benefits were highlighted: improved understanding of the disease, meeting other people with the same problems and sharing experiences and feelings, patients’ enhanced therapeutic compliance and highly improved relationships and vocational attempts and outcomes. Conclusions: The findings point towards the efficacy of multiple-family psychoeducational groups in meeting the needs for information and support of schizophrenia patients and their families. Its application should therefore be part of the routine psychiatric services, and research should be continued on how to be cost- effective in its implementation, envisaging the definition of standards of care for these patients and their families.
Description: Tese de doutoramento, Enfermagem, Universidade de Lisboa, com a participação da Escola Superior de Enfermagem, 2012
URI: http://hdl.handle.net/10451/5702
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