Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/582
Título: Vozes e siêncio : a poética do (Des)encontro na literatura para jovens em Portugal
Autor: Mergulhão, Teresa de Lurdes Frutuoso Mendes, 1968-
Orientador: Buescu, Helena Carvalhão, 1956-
Palavras-chave: Literatura juvenil - Portugal - séc.20
Recepção literária - Portugal - séc.20
Comunicação
Teses de doutoramento - 2009
Data de Defesa: 2008
Resumo: A literatura portuguesa contemporânea de potencial recepção juvenil tematiza multifuncionalmente as questões relacionadas com a comunicação interpessoal e intergeracional a vários níveis: por um lado, demonstrando que nem sempre o diálogo entre gerações é possível e/ou significativo, gerando situações de incomunicabilidade por vezes irreparáveis; por outro, sublinhando que a inoperância da palavra provoca nos sujeitos adolescentes naturais movimentos de retracção e silenciamento, responsáveis em parte pelo percurso de deambulação no interior de si mesmos em busca da sua identidade e de uma maior consciencialização do seu existir. As vozes plurais de um sujeito adolescente arquetípico, frequentemente configurado como um eu exemplar, atravessam os universos textuais dando conta das suas inquietações de ordem existencial, psico-emotiva e relacional, instituindo-se o recurso à primeira pessoa como estratégia discursiva e enunciativa preferencial. Nos seus discursos introspectivos, as personagens narrativizam a problemática da constituição do sujeito como ser oscilante e dramático, plasmando na superfície textual os meandros da sua interioridade. Mas se o diálogo com os outros se impõe frequentes vezes como improdutivo, também é certo que a literatura para jovens não apresenta apenas uma visão disfórica relativamente à comunicação interpessoal. Na verdade, avultam nas narrativas literárias dos anos oitenta e noventa do século XX situações em que a comunhão empática se operacionaliza, pela palavra e pelo silêncio que a emoldura ou que a substitui, em contextos pessoais marcados pela presença física dos sujeitos e naqueles em que a ausência do outro potencia o surgimento de uma comunicação à distância mediada pela escrita. A escrita assume desta forma uma função comunicativa preferencial, embora se revista também de uma função expressiva notória, sobretudo para dar conta da interioridade de um sujeito que nela encontra o espaço íntimo de revelação.
La littérature portugaise contemporaine de réception juvénile potentielle thématise multifonctionnellement les questions en rapport avec la communication interpersonnelleet intergénérationnelle à différents niveaux : d'une part, en démontrant que le dialogue entre générations n'est pas toujours possible et/ou significatif, puisqu'il génère des situations d'incommunicabilité parfois irréparables; d'autre part, en soulignant que l'inefficience de la parole provoque chez les su jets adolescents desmouvements naturels de rétraction et de silence, responsables en partie du parcoursdéambulatoire à l'intérieur d'eux-mêmes à la recherche d'une identité propre et d'uneplus grande conscience de leur existence. Les voix plurielles d'un sujet adolescent archétypique, fréquemment configure comme un je exemplaire, traversent les univers textuels en rendant compte de ses inquiétudes existentielles, psycho-émotives et relationnelles, le recours à la première personne s'instituant comme stratégie discursive et énonciative préférentielle. Dans leurs discours introspectifs, les personnages narrativisent la problématique de la constitution du sujet comme être oscillant et dramatique, inscrivant sur la superfície textuelle les méandres de son intériorité. Mais si le dialogue avec les autres s'impose souvent comme improductif, il est également certain que la littérature pour les jeunes ne présente pas seulement une vision dysphorique de la communication interpersonnelle. En vérité, dans les narrativeslittéraires des années quatre-vingt et quatre-vingt dix du vingtième siècle, les situations où la communion empathique se concrétise prennent de l'ampleur, par la parole ou parle silence qui l'encadre ou qui la substitue, dans des contextes personnels marqués par laprésence physique des sujets et dans ceux où l'absence de l'autre est à l'origine del'apparition d'une communication à distance passant par l'écrit. L'écrit assume de cette façon une fonction communicative préférentielle, bien qu'il s'agisse aussi d'une fonction expressive notoire, surtout pour rendre compte de l'intériorité d'un sujet qui y trouve l'espace intime de révélation.
Descrição: Tese de doutoramento em Estudos Literários (Literatura Comparada), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Letras, 2009
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000551187
http://hdl.handle.net/10451/582
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