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Título: Analogia e metáfora em São Boaventura : uma poética do pensamento
Autor: Martins, António Joaquim Rocha, 1964-
Orientador: Xavier, Maria Leonor, 1959-
Palavras-chave: Boaventura, Santo, 1221-1274
Filosofia medieval - séc.13
Filosofia literária
Teses de doutoramento - 2009
Issue Date: 2008
Resumo: É possível pensar o Deus divino? Como é que o pensamento pode pensar Deus distinguindo o próprio Deus da respectiva ideia/conceito? Como é que o pensamento sabe que Deus é Deus? O que significa pensar? Melhor, como é que a razão pensa? No presente trabalho propomo-nos averiguar a resposta bonaventuriana. Não é a questão de Deus que aí entra em discussão, mas, sim, a da linguagem, que experimenta na indizibilidade do divino a sua prova de fogo. Ao pensar a natureza simbólica da razão, a não redução do real aos seus sinais, a não identificação de Deus ao que sobre o divino a linguagem diz, Boaventura não apenas favorece linguagem no acto constituído pelo conhecimento de Deus como considera que a própria linguagem funda e funde o poder do pensamento, sempre impelido a articular o horizontal com o vertical. O conceito de Deus não submete Deus às condições humanas da experiência humana do divino. Como que antecipando Descartes (intelligere não é comprehendere), Kant (pensar não é conhecer), Wittgenstein (os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo), bem como a tradição hermenêutica que advoga a interacção ou intersecção do discurso metafórico com o discurso especulativo, Boaventura responde integrando e não separando analogia e metáfora. A teologia, cujo objecto é o credível não enquanto credível, mas enquanto inteligível (credibile ut intelligibile), torna-se possível somente mediante a retomação da metáfora, apresentando-se, desse modo, como resposta ao desafio simultaneamente da cognoscibilidade e não conceptualidade do divino. Cremos que Boaventura antecipa, neste exacto sentido, a redescoberta contemporânea do valor cognitivo, heurístico e hermenêutico da metáfora, uma vez que esta é já por si entendida como modalidade de constituição da própria racionalidade e não como mero instrumento de um pensamento prévio . Por outro lado, cremos igualmente que o Autor oferece um conceito de analogia que permite pensar a função da semelhança no interior do discurso poético 'nada se crê fora da razão', construindo uma poética do pensamento, simultaneamente a uma poética divina do pensamento.
Is it possible to think The Divine God? How is it possible the thought 'to think' God distinguishing God Himself from His respective idea/ concept? How does the thought know that God is God? What does 'to think' mean? In other words, how does Reason think? In this work we intend to find out Bonaventure's answer. It is not the question of God that is in discussion but the one of language that experiments in the capability of saying the Divine its proof of fire. On thinking the symbolic nature of Reason, the non reduction of Real to its signals, the non identification of God the human language, Bonaventure not only provides language in the act formed by the knowledge of Divine but also considers that language itself creates and melts the power of thought, always impelled to articulate the horizontal with the vertical. God precedes the human experience of Divine. According to Descartes (intelligere opposes to comprehendere), Kant (to think is not to know), Wittgenstein (the limits of my language are the limits of my world), as well as hermeneutic tradition that pleads the interaction or intersection of the metaphorical speech with speculative speech, Bonaventure answers integrating and not separating analogy and metaphor. Theology, whose object is the believable not while believable but while intelligible (credibile ut intelligibile), only becomes possible when it brings metaphor back, presenting it, as an answer to the challenge, simultaneously of the cognoscibility and non conceptuality of Divine. We believe that Bonaventure anticipates, in this exact sense, the contemporary rediscovery of the cognitive, heuristic and hermeneutic value of metaphor, since this one is still understood by him as a constitution modality of the rationality itself - and not as a mere tool of a previous thought....On the other hand, we also think the Author offers a concept of analogy that allows to think the function of similitude inside the poetic speech 'nothing is believed outside Reason', building a poetry of thought, simultaneously a divine poetry of thought.
Descrição: Tese de doutoramento em Filosofia (Filosofia Medieval), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Letras, 2009
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000546850
http://hdl.handle.net/10451/588
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