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Título: As relações do Antigo Egipto com a Núbia
Autor: Carita, Maria Joaquina Ribeiro
Orientador: Araújo, Luís Manuel de,1949-
Palavras-chave: Egipto - Relações externas - Núbia - Antiguidade
Núbia - Relações externas - Egipto - Antiguidade
Teses de mestrado - 2012
Issue Date: 2011
Resumo: As populações que constituem hoje o Egipto e a Núbia têm uma ascendência saariana comum. Dividindo-se em determinada altura da sua história, os primeiros desenvolveram uma grande civilização, enquanto os segundos se mantiveram inicialmente com o mesmo modo de vida pastoril. As relações entre Núbios e Egípcios nem sempre foram pacíficas devido à desmesurada ambição egípcia pelos produtos naturais da terra dos Núbios, e dos quais necessitavam em grande abundância, como o ouro, o marfim, o ébano, as peles de animais, o incenso e a mirra, que iam buscar também ao Punt, e outros produtos exóticos, que faziam as delícias dos reis egípcios e ajudavam-nos a impor o Egipto como grande potência perante outros povos estrangeiros. Crendo na vida após a morte, os Egípcios precisavam de incenso para os rituais nos templos funerários e outros espaços sagrados, e da mirra para mumificarem os seus mortos. Para empreenderem as expedições em buscas destes artigos, e também de mãode- obra, foram-se apoderando da Núbia nomeadamente nas fases correspondentes às grandes épocas da história do Egipto, à excepção dos períodos intermédios. Alargaram fronteiras, criaram linhas de fortalezas e construíram templos, alguns deles rupestres. Após o final do Império Novo, os reis núbios, aproveitando a divisão entre os Egípcios e o clima de instabilidade reinante no Delta, conquistam o Egipto e unem sob a XXV dinastia o país das duas Terras e a Núbia, mantendo-se assim até à chegada de novos povos estrangeiros, os Assírios. Depois, com o declinar do poder faraónico a partir do século IV a. C., a Núbia vai-se autonomizando e separando de vez do seu poderoso vizinho do Norte, de quem tinha recebido as luzes da civilização.
ABSTRACT: The populations that are now Egypt and Nubia have a common Saharan ancestry. Dividing at some point in its history, the first developed a great civilization, while the second remained initially with the same pastoral way of life. The relations between Nubians and Egyptians were not always peaceful due to the inordinate ambition by the Egyptian of natural products of the Nubian’s land, from whom they needed in great abundance the gold, the ivory, the ebony, the animal skins, the incense and the myrrh, which also could come from Punt, and other exotic products, that were the delight of the Egyptian kings and helped them to impose Egypt as a great power before other foreign people. Believing in life after death, the Egyptians needed incense for the rituals in funerary temples and other sacred spaces, and myrrh to mummify their dead. To undertake the expeditions in search of these articles, as well as manpower, Egyptians take over the Nubia especially in phases corresponding to the great times in the history of Egypt, except for interim periods. They extended borders, created lines of fortresses and built temples and some cave temples. After the end of the New Kingdom, the Nubian kings, taking advantage of the division between the Egyptians and the prevailing climate of instability in the Delta, conquered Egypt in the XXV dynasty uniting the country of the two Earths and Nubia, remaining so until the arrival of new foreign people, the Assyrians. Then, with the decline of pharaonic power after the fourth century BC., Nubia will empower and separate itself from its powerful northern neighbor, who had received the lights of civilization.
Descrição: Tese de mestrado, História Antiga, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2012
URI: http://hdl.handle.net/10451/6167
Appears in Collections:FL - Dissertações de Mestrado

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