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Título: O perpétuo presente : heterotopias glocais na arte contemporênea
Autor: Ribeiro, Fernando, 1963-
Orientador: Gamito, Maria João, 1956-
Olaio, António, 1963-
Palavras-chave: Arte contemporânea
Distopia
Presença
Contra-presença
Neutralidade
Teses de doutoramento
Issue Date: 2008
Resumo: A mecanização da vida e o fetichismo da mercadoria, inerentes à condição urbana desde a modernidade, conduzem a uma destruição da experiência. Se os artistas contemporâneos conscientes desse sintoma aglutinam e reflectem nas obras a praxis sócio-cultural, acabam por subvertê-la por uma produção espacial e temporal autónoma. Salvaguardando o aqui e agora da experiência, os objectos artísticos são irredutíveis à transparência cognitiva proclamada pelo bio-poder, ao evidenciarem a sua qualidade matérica, que os coloca entre o visível e o invisível, a determinação espacial e a sua dissolução, sendo pela iminência do colapso que as obras comparecem no presente, a ser indefinidamente perpetuado pelo devir da matéria. A anti-monumentalidade e o carácter portátil dos objectos artísticos confere-lhes a qualidade de espaços sem espaço, ao carecerem de uma topografia definitiva e estável que demarque o seu carácter inevitavelmente provisório. Rigorosamente inqualificáveis e sempre exilados em termos geo-políticos, os espaços sem espaço e os lugares sem lugar da arte contemporânea firmam a atopia, que garante ao presente uma condição glocal, pela qualidade monádica adquirida por objectos, a um tempo, integrados mas autónomos do contexto geográfico e social. Do mesmo modo que a deslocação do significado para os receptores mantém a condição matérica dos objectos artísticos, o pendor anunciativo da comunidade heterotópica manifesta uma entrega aos desígnios de um presente que obstrui as sínteses cognitivas e, por acréscimo, a noção de totalidade subjectiva ou social. A condição indecidível das heterotopias corresponde, em termos sócio-políticos, a uma comunidade sempre retardada porque realizada no perpétuo presente.
The mechanization of life and the fetishism of commodities, inherent to the urbancondition since the modernity, conducts to the destruction of experience. If the conscientiousartists of that symptom absorb and reflect in artworks the socio-cultural praxis, they end up bysubverting it through the production of a spatial and temporal autonomy. Safeguarding the «hereand now» of experience, the artistic objects are irreducible to the cognitive transparencyproclaimed by the bio-power, by showing their quality of matter which places them between the visible and the invisible, the spatial determination and its dissolution, being the imminence of itscollapse that the artworks appear in the present, to be indefinitely perpetuated by the becoming ofmatter. The anti-monumentality and the portable character of artistic objects confer them thequality of spaces without space, by the lack of a definitive and stable topography that demarcatesits inevitably provisional character. Rigorously unqualifiable and always exiled in geo-political visible and the invisible, the spatial determination and its dissolution, being the imminence of itscollapse that the artworks appear in the present, to be indefinitely perpetuated by the becoming ofmatter. The anti-monumentality and the portable character of artistic objects confer them thequality of spaces without space, by the lack of a definitive and stable topography that demarcatesits inevitably provisional character. Rigorously unqualifiable and always exiled in geo-political.
Descrição: Tese de doutoramento, Belas-Artes ( Arte Pública), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000556647
http://hdl.handle.net/10451/662
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