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Título: O typographo na contemporaneidade do designer
Outros títulos: O tipógrafo na contemporaneidade do designer
Autor: Pacheco, José, 1954-
Orientador: Calado, Margarida, 1947-
Palavras-chave: Artes gráficas
Design gráfico
Tipografia
Imprensa
Sociologia da arte
História
Issue Date: 2006
Resumo: Tendo em conta que este nosso trabalho incide sobre a história das artes gráficas e, de uma forma geral, da imprensa, três foram, do ponto de vista formal, as nossas principais preocupações. Desde logo, que opções tomarmos relativamente à sua apresentação gráfica: seria possível mantê-lo dentro do modelo normalizado das dissertações de mestrado e doutoramento, com um grafismo suportado por páginas E páginas de texto em corpo e mancha que, muitas vezes, tornam difícil, e fastidiosa a sua leitura? Seria lógico disponibilizar as imagens e notas apenas na fim dos capítulos ou fim do próprio trabalho? E como gerir uma escrita que, ao longo dos tempos, foi sujeita a varias reformas ortográficas ?No que diz respeito à primeira, concluímos que manter o dito modelo normalizado de apresentação da nossa dissertação era contrariar o próprio espirito da nossa investigação e, por isso optámos por fazer diferente, melhor e, de preferência, dando atenção a algumas das regras dos velhos manuais tipográficos; relativamente às imagens e às notas, apesar do enorme esforço que acrescentámos ao nosso trabalho, decidimo-nos por uma paginação que seguisse a utilização lógica das ilustrações, tanto quanto possível, no confronto imediato com o texto, e a definição de dois tipos de referências - bibliográficas e complementares -, que, por um lado, permitiriam quebrar a monotonia das páginas e, por outro, supostamente, evitariam a sistemática interrupção da leitura; finalmente, tendo em conta que a escrita, formalmente, é detentora de um grafismo que define um tempo, chegámos à conclusão que a sua actualização configuraria um erro de subtracção de importantes elementos subjacentes ao objecto histórico. E, nesta perspectiva, para além de todo um conjunto de grafismos, com os quais esperamos ter enriquecido a nossa própria escrita e beneficiado a legibilidade das palavras,- procurámos, no referido tempo, marcar a distância entre typographo e tipógrafo, o que, para nós, significou uma tentativa da recuperação e enquadramento do passado, sem preconceitos e com o objectivo de lhe restituir a dignidade e a beleza histórica.Por tudo isto, ao longo da missa dissertação, é possível depararmos com várias grafias das palavras Gutemberg, sermos surpreendidos com aparentes faltas de acentos, trocas de letras ou a utilização de termos mais arcaicos, no entanto, também ao longo do tempofomos capazes de nos relacionar com a grande diferença entre escrever typographo ou tipógrafo e de perceber que O Graphíco era um jornal específico e concreto, editado em 1890, em Lisboa, e que O Gráfico era um outro, que algumas décadas mais tarde, também em Lisboa ou noutra cidade, como, por exemplo, Lourenço Marques. A verdade é que esta intimidade que estabelecemos com o espaço e o tempo foi, muito difícil de gerir, mas foi também um compromisso que assumimos com muito prazer
Descrição: Tese de doutoramento, Ciências da arte (Design gráfico), Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, 2006
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/6721
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