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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/6822

Título: A medicina geral e familiar e a abordagem do consumo de álcool: detecção e intervenções breves no âmbito dos cuidados de saúde primários
Outros títulos: The family medicine approach to alcohol consumption: detection and brief interventions in Primary Health Care
Autor: Ribeiro, Cristina
Palavras-chave: Primary care
Alcohol
Brief interventions
Issue Date: 2011
Editora: Ordem dos Médicos
Citação: Acta Med Port 2011;24(S2):355-368
Resumo: Aims: Evaluate if Brief Interventions are effective to reduce alcohol consumption of patients detected as risky consumers; Evaluate if the Physicians’ training on Brief Interventions to approach alcohol consumption related problems (ARP) contributes to change their attitudes towards hazardous and harmful alcohol consumers. Methods: The study had two distinct phases. One phase of characterization and assessment of SAAPPQ in a random sample of physicians in the District of Lisbon (Phase 1), and another phase with two components: 1) examine the perceived attitudes of FPs/GPs towards alcohol consumption of their patients before training and again nine months after training, when they were already using early identification and brief intervention (EIBI) in their clinical practice; 2) determine whether the clinical competences of the FPs/GPs had improved in detecting and intervening next to their patients with hazardous or harmful alcohol consumption, after the training in Brief Interventions. This detection was measured by the AUDIT questionnaire, applied again to the patients nine months after the first time (Phase 2). Results and Conclusions: Physicians in the experimental group at T2 felt more motivated, had higher self-esteem and were more satisfied than the control group. There was a positive development of the attitude of physicians from the first stage to the second stage, especially in the physicians of the experimental group. Patients (T1) – In the sample of patients to whom AUDIT was applied, 60% were female and the mean age was 54 years. It was observed that 21% of the patients had some risky alcohol consumption (AUDIT C). Patients (T1 and T2) – In the sample of patients with risk consumption, 62% were male and the mean age was 55 years old. Patients followed by a physician of the experimental group (compared to patients followed by a physician of the control group) had an increase of 54% in the success rate in reduction of, at least, one point on the AUDIT, from the first to the second stage of the study. In the first stage of the study, the consumption of alcohol (in grams) was homogeneous between groups and an average of 193 grams of alcohol consumption per week was observed. In the second instance of the study, the average alcohol consumption was 145 grams of alcohol per week. This decrease in consumption was observed mainly on patients followed by physicians of the experimental group. Relationship between physicians and patients – Results concerning the relationship between physicians and patients demonstrates that a better attitude of physicians in relation to ARP can influence the decrease in alcohol consumption of those patients (from the first to the second stage of the study).
Contextualização: O consumo nocivo de bebidas alcoólicas em Portugal é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade no nosso país. Desta forma, torna-se imperativo implementar uma estratégia preventiva eficaz que permita detectar precocemente os indivíduos com um consumo de álcool de risco. Vários estudos sugerem que intervenções breves, consistindo em aconselhamento de médicos de família sobre o consumo de álcool e o fornecimento de informação no âmbito da prática clínica correspondem, em termos de evidência, ao tipo de abordagem mais eficaz para consumo de risco e nocivo a nível dos Cuidados de Saúde Primários. Objectivos: Avaliar a efectividade das intervenções breves na intervenção junto dos doentes detectados como consumidores de risco e nocivo de álcool; confirmar se a formação de médicos em Intervenções Breves para abordar os Problemas Ligados ao Álcool (PLA) contribui para mudar atitudes dos mesmos em relação aos consumidores de risco e nocivo de álcool. Metodologia: O trabalho teve duas fases distintas. Uma fase de caracterização e aferição do questionário de percepção de atitudes SAAPPQ numa amostra aleatória de médicos do Distrito de Lisboa (1ª Fase), e outra fase, com duas componentes: 1) análise da percepção de atitudes dos Médicos de Família em relação ao consumo de álcool dos seus doentes (através do SAAPPQ) antes da formação e nove meses após a formação, já com aplicação na prática clínica do apreendido; 2) verificar se, com a formação, haveria um aumento de competências desses Médicos de Família ao detectar e intervir junto dos seus doentes com consumo de risco ou nocivo de álcool. A avaliação do nível de consumo de álcool foi medido através da aplicação do AUDIT na fase de detecção com Intervenção Breve e nova aplicação do AUDIT nove meses depois (2ª Fase). Resultados e conclusões: Os médicos do grupo experimental no T2 sentiam-se mais motivados, com mais auto-estima e mais satisfeitos do que os do grupo de controlo. Houve uma evolução positiva da atitude dos médicos do T1 para o T2, principalmente dos médicos do grupo experimental. Doentes (T1) – Dos doentes aos quais foi aplicado o questionário AUDIT, 60% era do sexo feminino e a média de idade foi de 54 anos. Observou-se que 21% dos doentes tinham consumo de risco (AUDIT C). Doentes T1 e T2 – Dos doentes com consumo de risco, 62% eram do sexo masculino e a média de idade foi de 55 anos. Ser seguido por um médico do grupo experimental (relativamente a ser seguido por um médico do grupo de controlo) aumenta em 54% a taxa de sucesso na redução de pelo menos um ponto no AUDIT, do T1 para o T2. No T1, o consumo de álcool mostrou-se homogéneo entre os grupos e com valor médio de 193 gramas de álcool/ semana, para o total de doentes. No T2, o consumo médio de álcool foi de 145 gramas de álcool/semana. A esta descida de consumo devem-se principalmente os doentes seguidos por médicos do grupo experimental. Relação entre médicos e doentes – Os resultados relativos à relação entre médicos e doentes apontam no sentido de uma melhor atitude dos médicos em relação aos doentes com PLA poder influenciar a diminuição do consumo de álcool por estes doentes (do T1 para o T2).
Arbitragem científica: yes
URI: http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-originais/355-368.pdf
http://hdl.handle.net/10451/6822
ISSN: 1646-0758
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