Universidade de Lisboa Repositório da Universidade de Lisboa

Repositório da Universidade de Lisboa >
Faculdade de Medicina (FM) >
FM - Dissertações de Mestrado >

Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/7228

Title: A imunomodulação do pigmento malárico (hemozoína) aumenta a susceptibilidade para infecções bacterianas disseminadas?
Authors: Boura, Márcia Carlos Rocha
Advisor: Hänscheid, Thomas, 1964-
Keywords: Doenças transmissíveis
Malária
Fagocitose
Sepse
Teses de mestrado - 2012
Issue Date: 2012
Abstract: Introdução: A infecção por Plasmodium falciparum é referida em diversos trabalhos, como um factor de risco para sépsis bacteriana, mais especificamente, por Salmonella não-typhi. Os fagócitos, monócitos e granulócitos, constituem a primeira linha de defesa do organismo contra patogéneos externos. Desta forma, caso este mecanismo se encontre comprometido pode levar à disseminação da infecção bacteriana, contribuindo para o aumento da morbilidade e mortalidade. O pigmento malárico (hemozoína), um sub-produto do metabolismo do parasita, é libertado na corrente sanguínea após a lise eritrocítica e é ingerido pelos fagócitos, onde persiste por longos períodos. Objectivo: Determinar se a hemozoína, ingerida por monócitos e granulócitos, tem alguma influência na função destas células, em particular na subsequente fagocitose e capacidade de eliminar bactérias (Salmonella enterica serótipo Typhimuirium). Métodos: Pré-incubaram-se monócitos e granulócitos, com diferentes concentrações de hemozoína. Após esta pré-incubação, acedeu-se à capacidade fagocítica, através da incubação com bio-partículas de Escherichia coli, conjugadas com um fluorocromo dependente do pH (pHrodo™). Estas bio-partículas apenas fluorescem em meio acídico como o encontrado em fagossomas, sendo assim possível detectá-las por citometria de fluxo. A capacidade fagocítica e bactericida de monócitos que ingeriram hemozoína foi avaliada através da utilização de bactérias viáveis, Salmonella GPF positiva. Resultados: Os fagócitos pré-incubados com hemozoína, apresentam uma capacidade fagocítica comprometida relativamente aos controlos. Este efeito é dependente da dose de hemozoína utilizada e do tempo de incubação. A inibição da capacidade fagocítica não se cinge apenas aos fagócitos que ingeriram hemozoína. No ensaio fagocítico, com bactérias viáveis, não se verificou diferenças entre as capacidades fagocíticas de monócitos incubados com e sem hemozoína. No entanto, o ensaio bactericida revelou que, os monócitos pré-incubados com hemozoína, permitiram uma maior sobrevivência bacteriana. Conclusão: A hemozoína parece inibir a capacidade fagocítica de monócitos e de granulócitos. A capacidade de destruir bactérias parece estar, igualmente diminuída nos fagócitos incubados com hemozoína. Este facto pode explicar a predisposição dos doentes com malária para adquirirem infecções bacterianas disseminadas. Introduction: Plasmodium falciparum infection is referred, by several studies, as a risk factor for bacterial sepsis, especially with non-typhi Salmonella. Phagocytes (monocytes and granulocytes) are the first line of defense against external pathogens. If this mechanism is impaired it could lead to dissemination of bacterial infection contributing to increased morbidity and mortality. Malaria pigment (haemozoin), a sub-product of parasite’s metabolism, released in the blood stream after erithrocytic lysis, is ingested by these cells, where it may persist. Objective: To investigate if the hemozoin ingested by monocytes and granulocytes has some influence in their function in particular the subsequent phagocytosis and killing of bacteria (Salmonella enterica serovar Typhimurium). Methods: Monocytes and granulocytes were pre-incubated with different amounts of hemozoin. After this pre-incubation phagocytic capacity was assessed by incubation with a pH dependent dye conjugated with Escherichia coli particles (pHrodo ™). These particles only fluoresce in acidic environment, such as found in phagossomes, which can be measured by flow cytometry. GFP transfected Salmonella were used to assess phagocytosis of live bacteria and killing of these bacteria in hemozoin containing phagocytes. Results: Phagocytes pre-incubated with hemozoin have their phagocytic ability impaired relatively to the control. This effect is both dose and time dependent. The inhibition of phagocytic ability is not restricted only to phagocytes that ingested hemozoin. The phagocytic assay using viable bacteria revealed no differences between monocytes incubated with hemozoin and the respective controls. However, the bactericidal assay revealed higher bacterial survival in the hemozoin pre-incubated monocytes. Conclusion: Hemozoin seems to impair the phagocytic capacity of phagocytes. Furthermore, phagocytes ability to kill bacteria seems decreased by hemozoin. This may explain why malaria patients acquire disseminated bacterial infections more easily.
Description: Tese de mestrado, Doenças Infecciosas Emergentes, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa - 2012
URI: http://hdl.handle.net/10451/7228
Appears in Collections:FM - Dissertações de Mestrado

Files in This Item:

File Description SizeFormat
657922_Tese.pdf2.11 MBAdobe PDFView/Open
Statistics
FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpaceOrkut
Formato BibTex mendeley Endnote Logotipo do DeGóis 

Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

 

  © Universidade de Lisboa / SIBUL
Alameda da Universidade | Cidade Universitária | 1649-004 Lisboa | Portugal
Tel. +351 217967624 | Fax +351 217933624 | repositorio@reitoria.ul.pt - Feedback - Statistics
DeGóis
  Estamos no RCAAP Governo Português separator Ministério da Educação e Ciência   Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Financiado por:

POS_C UE