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Título: Um novo olhar sobre o visível:Wassily Kandinsky e Paul Klee
Autor: Mantero, Ana de Jesus Leitão de Barros, 1952-
Orientador: Serrão, Adriana Veríssimo, 1951-
Mendes, Anabela, 1951-
Palavras-chave: Kandinsky,Wassily,1866-1944 - Estética
Klee,Paul,1879-1940 - Estética
Pintura - Filosofia
Natureza (Estética)
Teses de doutoramento - 2012
Issue Date: 2012
Resumo: Wassily Kandinsky e Paul Klee. Dois olhares que pensaram o visível. Dois pintores, teóricos da arte, músicos e mestres da forma no Bauhaus. As suas carreiras artísticas cruzaram-se durante as quatro primeiras décadas do século XX. O objectivo deste estudo foi promover um debate imaginário entre eles, revelando pontos de encontro e de desencontro. Partimos de uma categoria filosófica: o visível. Aquilo que se vê e se faz ver, em nós, humanos. O núcleo de problemas nasceu deste caminho paralelo e desenhou-se em torno de dois temas indissociáveis: a génese da forma, no espaço-tempo pictórico, e a génese do visível, relacionando-o com a visão humana. Em ambos os casos, a mesma matéria-prima, linhas e cores que as ondas de luz nos fazem ver. A mesma relatividade, pois não existe uma relação de identidade, mas apenas de analogia entre o mundo visível e uma hipotética realidade objectiva. A mesma necessidade realista: reconhecer os objectos que percepcionamos. A pintura abstracta veio, de facto, desafiar os hábitos realistas da visão: as suas formas estranhas incomodam o cérebro, confrontado com a inutilidade das suas próprias expectativas visuais. Kandinsky e Klee pertencem a uma geração de pintores que, após a invenção da fotografia, questionaram a necessidade de continuar a imitar aquilo que os nossos olhos imaginam. Sem dúvida, o parentesco entre Arte e Natureza encontrava-se na força criadora de ambas as categorias e não no produto acabado da segunda. Então para quê imitá-lo? Os dois artistas investigaram a face oculta do visível para nela captarem a energia espiritual da matéria que engendra as suas próprias formas, bem como a sonoridade inaudível da cor enquanto vibração na alma humana. Ambos construíram uma gramática visual que consagrou a ressonância interior dos seus elementos, promovendo assim a musicalidade da Composição Pictórica.
Thinking eyes on visual reality. Two painters, theorists on art, musicians and masters of form at Bauhaus. Their artistic careers crossed during the first four decades of the twentieth century. The aim of this study was to imagine a debate of ideas between the two, disclosing points of consonance and dissonance in their artistic work. We start from a philosophical category: the visible. What can be seen and make itself be seen in human beings. The core of problems came from this parallel path, drawn on to inter-related themes: the genesis of form in pictorial space-time and the genesis of the visible, related with the human vision. In both cases we have the same raw material: lines and colors, seen through the waves of light. The relativity is the same, without relationship of identity, only the analogy between the visible world and a hypothetical, objective reality. The realistic necessity is the same: to recognize the objects that we perceive. Abstract painting, in fact, challenged the realistic habits of our vision: its odd shapes disturb the brain, confronted with the inadequacy of its own visual expectations. Kandinsky and Klee belong to a generation of painters who, following the invention of photography, questioned the necessity of continuing to imitate the visible. The relationship between Art and Nature is undoubtedly to be found in the creative forces of both categories, and not in the end-product of the second. Why should this therefore be imitated? The two artists researched the occult face of the visible in order to capture the spiritual energy that originates its own shapes, as well as the inaudible sound of color. Both painters built a new visual grammar that consecrated the interior resonance of its elements, thus promoting the musicality of the Pictorial Composition.
Descrição: Tese de doutoramento, Filosofia (Estética e Filosofia da Arte), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2012
URI: http://hdl.handle.net/10451/7318
http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000659615
Appears in Collections:FL - Teses de Doutoramento

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