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Título: O percurso das memórias falsas : confronto entre a teoria da activação-monitorização e a teoria do traço difuso
Autor: Lapa, Ana Rute Martinho Fernandes Domingues
Orientador: Carneiro, Paula
Palavras-chave: Cognição social
Memórias falsas
Teses de mestrado - 2012
Data de Defesa: 2012
Resumo: A investigação em memórias falsas tem demonstrado que estas parecem ser mais duradouras no tempo do que as memórias verídicas. Se este fenómeno pode ser explicado pela Teoria do Traço Difuso, que define o traço gist (responsável pelas memórias falsas) como estável no tempo, torna-se controverso para a Teoria da Activação/Monitorização, tendo em conta que a activação associativa desvanece rapidamente. Assim, a presente investigação procurou confrontar ambas as teorias. Após o estudo de listas DRM, os sujeitos realizaram um teste de reconhecimento imediato ou diferido em 7 dias, no qual eram testados dois itens críticos – um item associativo (IA), relativo à activação associativa e um item temático (IT), relativo à extração temática. Foi também manipulada a velocidade de resposta, sendo que metade da amostra pôde responder ao seu próprio ritmo e a outra metade teve de responder muito rapidamente. Verificou-se que o IA é responsável por um maior número de memórias falsas no imediato mas, como era expectável, desvanece-se com a passagem do tempo, o que é congruente com os estudos de primação semântica. Já o reconhecimento falso do IT persistiu após o intervalo de retenção, favorecendo a Teoria do Traço Difuso. Observou-se que o IT é mais vulnerável à pressão do tempo do que o IA, apoiando a noção de que a extração temática é um processo mais vulnerável à monitorização.
Research in false memories has shown that these appear to be more stable across time than true memories. If this phenomenon can be explained by the fuzzy trace theory, which defines the gist trace (responsible for false memories) as stable over time, it can be controversial for the activation / monitoring theory, taking into account that associative activation fades away rapidly. This research sought to confront both theories. After studying DRM lists, subjects performed a recognition test, which could be administered immediately or with a 7 days delay, where two critical items were tested - an associative one (AI) that corresponded to the associative activation, and a thematic one (TI) which corresponded to the thematic extraction. Response speed was also manipulated, with half of the sample responding at their own pace and the other half responding very quickly. Even though the AI was responsible for a larger number of false memories immediately after study, as expected it faded trough time, which is consistent with the studies of semantic priming. On the other hand, the false recognition of TI persisted after the 7 day retention interval, favoring the fuzzy trace theory. It was found that the TI is more vulnerable to the pressure of time than the AI, supporting the notion that thematic extraction is more vulnerable to monitoring processes.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Cognição Social Aplicada), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2012
URI: http://hdl.handle.net/10451/7795
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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