Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/8193
Título: Autoconceito e perceção do envelhecimento : estudo exploratório entre população idosa em meio urbano e em meio rural
Autor: Tavares, Bárbara
Orientador: Silva, Maria Eugénia Duarte, 1951-
Palavras-chave: Envelhecimento - Portugal
Percepção de si
Teses de mestrado - 2012
Data de Defesa: 2012
Resumo: O presente estudo pretende investigar as diferenças entre o envelhecimento em meio rural e meio urbano, considerando o autoconceito e a perceção do envelhecimento. Neste sentido teve como principais objetivos: (1) avaliar os níveis de autoconceito e perceção do envelhecimento nos idosos, (2) explorar/compreender a relação entre autoconceito e perceção do envelhecimento, (3) explorar se o meio onde o idoso reside (urbano e rural) influencia o autoconceito e a perceção do envelhecimento, e (4) avaliar a influência de algumas variáveis sociodemográficas sobre o autoconceito e a perceção do envelhecimento. Para tal, solicitou-se a participação de 30 indivíduos, com idades compreendidas entre os 65 e os 91 anos, que se distribuíram entre os meios urbano (região de Lisboa e Vale do Tejo) e rural (região de Pinhal Interior), tendo sido aplicados um Questionário Sociodemográfico, o Inventário Clínico do Autoconceito (ICAC) (Vaz Serra, 1986), e o Questionário de Perceções do Envelhecimento (QPE) (Barker, O’Hanlon, McGee, Hickey, & Conroy, 2007; Claudino, 2007), de forma a aceder às variáveis sociodemográficas, ao autoconceito e à autoperceção do envelhecimento. Dos resultados obtidos pôde-se verificar (1) uma associação entre o autoconceito e a autoperceção do envelhecimento, verificando-se para cada fator do autoconceito uma relação significativa com determinada perceção do envelhecimento, (2) diferenças significativas na autoperceção do envelhecimento entre idosos rurais e urbanos, para as dimensões “Mudanças atribuídas ao envelhecimento” e “Identidade”, levando a concluir que os idosos rurais perspetivam, significativamente, maiores alterações na saúde, atribuindo-as ao envelhecimento, e (3) que algumas variáveis sociodemográficas e psicossociais, nomeadamente, o estado civil, ter ou não filhos, o agregado familiar, a satisfação com o mesmo, a vida profissional, a situação económica, as participação em atividades, relações familiares e de amizade e a avaliação do estado de saúde refletem diferenças quanto ao autoconceito e à perceção do envelhecimento. Verificou-se que os grupos organizados a partir de variáveis sociodemográficas e psicossociais apresentam resultados distintos no autoconceito e na autoperceção do envelhecimento.
The present study aims to investigate the differences between aging in rural and urban environments, considering the self-concept and self-perception of aging. Main objectives are: (1) to assess the levels of self-concept and self-perception of aging in the elderly, (2) to explore/understand the relationship between self-concept and self-perception of aging, (3) to explore if the residential environment of the elderly (urban and rural) influences his self-concept and self-perception of aging, and (4) to evaluate the influence of some socio-demographic variables on the self-concept and self-perception of aging. It was requested the participation of 30 individuals, aging between 65 to 91 years old, which were distributed into two sets, the urban (region of Lisboa and Vale do Tejo) and rural (region of Pinhal Interior ). It was applied a Socio-demographic Questionnaire, a Self-Concept Clinical Inventory (ICAC) (Vaz Serra, 1986), and the portuguese version of Aging Perceptions Questionnaire (QPE) (Barker, O'Hanlon, McGee, Hickey, & Conroy, 2007; Claudino, 2007), in order to measure the socio-demographic variables, self-concept and self-perception of aging. The results show (1) an association between self-concept and self-perception of aging, for each factor of the self-concept was obtained a correspondent and significant association with a specific domain of the self-perception of aging, (2) significant differences in the self-perception of aging between rural and urban elderly, in the dimensions "Experience of health-related changes” and "Identity", leading to the conclusion that the rural elderly assume more changes in health than the urban, at a significant level, attributing these changes to the process of aging, and (3) that some socio-demographic and psico-social variables, including marital status, having children, the household and the assumed satisfaction with it, the professional life, the economic situation, the participation in activities, the family and friendship relationships, and the self-evaluation of health status, reflect significant differences in the self-concept and self-perception of aging. This leads to the conclusion that the groups organized within the socio-demographic and psycho-social variables have different self-concepts and self-perceptions of aging.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2012
URI: http://hdl.handle.net/10451/8193
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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