Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/9191
Título: Triunfos e contradições da vontade: para uma releitura de Lopes Ribeiro e Leitão de Barros no contexto do cinema de propaganda
Autor: Sá, Sérgio Miguel Lobo da Conceição Bordalo e, 1976-
Orientador: Silva, Mário Jorge Torres, 1949-
Palavras-chave: Ribeiro, António Lopes, 1908-1995
Barros, Leitão de, 1896-1967
Cinema - Portugal - 1937-1959 - História e crítica
Cinema - Produção e realização - Portugal - 1937-1959
Cinema e política - Portugal - 1937-1959
Teses de doutoramento - 2013
Data de Defesa: 2013
Resumo: O objectivo desta dissertação é tentar, através de uma análise fílmica pormenorizada, verificar em que grau é que a mise-en-scène em regimes totalitários pode ser um modo de expressão autoral ou apenas um meio de propaganda ideológica. Partindo de Leni Riefenstahl e Sergei M. Eisenstein (mas também atendendo à importância do cinema histórico mussoliniano), tentámos estabelecer uma hipótese de tipologia que pudesse aplicar-se aos dois cineastas mais representativos do caso português, onde o regime, por causa da sua matriz católica, amiúde negava a designação de “totalitário”, não tendo tido, pelo menos de uma forma óbvia, uma intervenção tão directa sobre a produção cinematográfica como os soviético e nacional-socialista. A escolha de António Lopes Ribeiro e José Leitão de Barros para ilustrar o caso português justifica-se pela maneira como eram vistos pelo Estado Novo de Salazar: Lopes Ribeiro foi considerado o cineasta oficial, depois de ter feito A Revolução de Maio (1937) que, como ele próprio referiu, se destinava a “servir a política de Salazar”; Leitão de Barros estabeleceu, a partir do final dos anos 20, a conexão entre as experiências do modernismo cinematográfico português e, com o apoio discreto do regime, a instauração das bases para a produção cinematográfica que iria vigorar até ao final dos anos 50, sendo a par de Lopes Ribeiro um dos cineastas mais ligados ao poder em vigor.
The purpose of this dissertation is to try to verify, through a rather detailed film analysis, to what extent mise en scène can express, in the context of totalitarian regimes, the view of an auteur or just serve as a means for ideological propaganda. Departing from the examples of Leni Riefenstahl and Sergei M. Eisenstein (but also having in mind the relevance of mussolinian historic films) we tried to establish an hypothesis of a typology which could be applied to the two most representative filmmakers in the Portuguese case, where the regime due to its catholic roots, often denied being totalitarian, without a direct intervention on film production, at least in such an obvious way as in the cases of the Soviet Union or the National-Socialist Germany. The choice of António Lopes Ribeiro and José Leitão de Barros to illustrate the Portuguese case is justified by the manner they were actually seen by Salazar’s Estado Novo: Lopes Ribeiro was considered the official filmmaker, after having directed A Revolução de Maio (1937) which, as he himself stated, was conceived to “serve Salazar’s politics”; Leitão de Barros established, from the final years of the 1920’s on, the link between the experiences of Portuguese film modernism and the basis, with the somewhat discreet support of the regime, for the dominant cinematic production until the late 1950’s, being together with Lopes Ribeiro, one of the names more often connected with the Estado Novo.
Descrição: Tese de doutoramento, Estudos Artísticos (Estudos do Cinema e Audiovisual), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2013
URI: http://hdl.handle.net/10451/9191
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