Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/9439
Título: Francisco de Holanda e a ascensão do pintor
Autor: Lousa, Maria Teresa Viana, 1978-
Orientador: Pereira, José Fernandes, 1953-
Palavras-chave: Teses de doutoramento - 2013
Holanda, Francisco de, 1517-1584
Pintura
Teoria da arte
Criatividade
Melancolia
Humanismo
Renascimento
Data de Defesa: 2013
Resumo: Existe uma teoria que perpassa toda a obra de Francisco de Holanda: a defesa da superioridade do pintor. Em comunhão com o Renascimento italiano, Holanda irá defender e redefinir o papel da Pintura. O pintor é reencontrado com uma função e uma missão estética: o imperativo da criação artística assente na Ideia interior.Com preocupações tão sociais quanto existenciais, podemos sentir em Holanda uma dura crítica à falta de cultura artística em Portugal, onde a arte era pouco estimada, os artistas confundidos com meros artesãos e consequentemente mal pagos. Da mesma forma a sua obra reflete a amargura, por ter perdido o impacto que tinha junto da corte e sobretudo por nunca ter chegado a ver a sua obra valorizada. Na sua teoria acerca do Pintor, Holanda revela ser um verdadeiro pioneiro, de tal forma que a sua tratadística é apenas equiparável à italiana, já que tanto em Portugal como em Espanha, só muito mais tarde surgirão autores com preocupações semelhantes.O seu pensamento estético e metafísico sustenta a própria dignificação e ascensão do Pintor, que através da imitação do gesto demiúrgico, ascende a uma posição que mais do que liberal, é divina.Este autor desenvolve a teoria de que o pintor é um ser único e distinto do comum dos mortais. A excepcionalidade do artista, ilustrada e materializada essencialmente a partir da persona de Miguel Ângelo, confere-lhe uma superioridade única. A capacidade criativa do pintor, sempre original, manifesta-se no seu carácter melancólico, anticonvencional, extravagante e intelectual, o que contribuirá grandemente para um novo entendimento do artista que se irá desenhar a partir do século XVI: a passagem de artesão a génio.
There is a theory that runs through all the work of Francisco de Holanda: the defense of the painters’ superiority. In communion with the Italian Renaissance, Holanda would come to defend and redefine the role of painting. The painter reencounters with a role and an aesthetic mission: the imperative of the artistic creation from the concept of the inner Idea.With clear social and existential concerns, we can recognize in Holanda’s work a harsh criticism to the lack of artistic culture in Portugal where art was underestimated, artists underpaid and taken as mere craftsmen. Likewise his work reflects the bitterness over losing the impact within the royal court and more importantly, the fact of seeing his work disvalued. In his theory about the painter, Holanda revealed to be a true pioneer, in a way, that his beliefs and points of view can only be matched with the Italians, since both, in Portugal and Spain, the emergence of authors with similar concerns would happen much later.His aesthetic and metaphysical views sustain the rise and dignity of the painter, whom, through the imitation of a demiurgic gesture, materialized through painting, ascend to a status, which more than liberal is presented as divine.This author develops a theory in which the painter is an exceptional living being, apart from the common mortals. The uniqueness of the artist, illustrated and exemplified primarily through the persona of Michelangelo, gives him a unique superiority. The creative capacity of the painter, always original is manifested in his melancholy, anti-conventional, extravagant and intellectual nature. That's how Holanda will greatly contribute to a new understanding of the artist, which would be drawn from the sixteenth century onwards, establishing the boundary between the craftsman and the genius.
Descrição: Tese de doutoramento, Belas-Artes (Ciências da Arte), Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, 2013
URI: http://hdl.handle.net/10451/9439
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