Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/9487
Título: O desenvolvimento da estrutura bidimensional das teorias implícitas da personalidade ao longo da infância
Autor: Marques, Gaëlle
Orientador: Cardoso, Sara Loureiro,(Sara Hagá)
Palavras-chave: Teorias implícitas da personalidade
Cognição social - crianças
Teses de mestrado - 2013
Data de Defesa: 2013
Resumo: A estrutura bidimensional encontrada por Rosenberg, Nelson e Vivekananthan (1968) é considerada uma das mais consistentes teorias implícitas da personalidade. As duas dimensões por que é constituída parecem ser subjacentes aos vários tipos de julgamentos sociais, sendo evidências da sua importância recorrentes na literatura. O presente estudo tem como objetivo perceber como é que esta estrutura bidimensional surge, de que forma é que ela se desenvolve ao longo do tempo. Para isso, utilizámos um paradigma semelhante ao de Rosenberg et al. (1968), com as alterações necessárias para este poder ser aplicado a crianças, mesmo que estas ainda não soubessem ler. Esta tarefa foi realizada com crianças do último ano do ensino pré-escolar, e com crianças do 3º ano e do 6º ano do ensino básico. Verificámos que a 1ª dimensão é semelhante em todas as idades, é uma dimensão avaliativa, que permite às crianças desde muito cedo decidir se as pessoas são “boas” ou “más”. A 2ª dimensão aos 5 e aos 8 anos parece ser ativo/passivo, que se encontrava na 3ª dimensão no estudo de Rosenberg et al. (1968). Os resultados dessas crianças mostram que a dimensão social/intelectual, que estávamos à espera de encontrar, parece estar na 3ª dimensão, não sendo, portanto tão relevante para os seus julgamentos sociais. A organização das dimensões nas crianças de 12 anos já é diferente, uma vez que elas parecem já apresentar a dimensão social/intelectual na 2º dimensão, posição semelhante à característica dos adultos. Seria de esperar, portanto, que a dimensão ativo/passivo tivesse trocado de lugar com a social/intelectual, ficando na 3ª dimensão, formando assim uma estrutura semelhante à encontrada com os adultos. No entanto, isto não se verificou, uma vez que a 3ª dimensão das crianças de 12 anos, não é interpretável em termos de ativo/passivo.
The two-dimensional configuration found by Rosenberg, Vivekananthan and Nelson (1968) is nowadays one of the most consistent implicit personality theories. The importance of the two dimensions identified by these authors has been a recurring topic in the literature, for they seem to be underlying all the different types of social judgments. This study aims to understand how this two-dimensional structure arises, how it develops over time. For this purpose, we arranged the task used by Rosenberg et al. (1968), so that even children who cannot read yet can understand and perform the task. This task was carried out with children currently in the last year of pre-school education, and children in the 3rd year and 6th year of primary education. The first dimension seems to be similar in all ages. It appears to be an evaluative dimension, which allows even young children to decide if people are "good" or "bad”. For the children of 5 and 8 years old, the second dimension seems to be active/passive, which was the third dimension that Rosenberg et al. (1968) identified in there study. At these ages, 5 and 8 years old, it look like the social/intellectual dimension is located in the third dimension and is, therefore, not as relevant to their social judgments. The organization of the dimensions presented by the 12 years old children is different from the one of the younger children. These children already seem to have the social/intellectual dimension in the second dimension. Since they already present a similar second dimension to the adults, one would expect that the active/passive dimension had swapped places with the social/intellectual dimension, remaining in the third dimension, thus forming a structure similar to that found in adults. However, this was not the case, since the third dimension of the 12 years old children is not interpretable in terms of active/passive.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Cognição Social Aplicada), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2013
URI: http://hdl.handle.net/10451/9487
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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