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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/999

Título: Comunicação intrafamiliar sobre o final de vida e a morte
Autor: Trincão, Virgínia, 1962-
Orientador: Barbosa, António, 1950-
Palavras-chave: Comunicação
Família
Doença
Morte
Atitude frente à morte
Teses de mestrado
Issue Date: 2009
Resumo: Da experiência pessoal a cuidar de doentes terminais, maioritariamente idosos, resultou apercepção de que não há, nas famílias, comunicação efectiva sobre o final de vida e amorte.Propusemo-nos fazer a análise da existência e da forma de comunicação nas famílias,assim como o estudo de factores que pudessem facilitar e eventualmente alterar essamesma comunicação, com o intuito de melhorar o cuidar do doente.Efectuou-se um estudo descritivo, misto Qualitativo e Quantitativo, retrospectivo etransversal.A amostra de conveniência é constituída por 16 famílias de Indivíduos, com diagnóstico decancro, anteriormente internados e falecidos na Unidade de Internamento do Centro deSaúde de Silves no período de 1 de Junho 2004 a 31 de Dezembro 2006.Para a análise dos resultados quantitativos utilizou-se a análise estatística descritiva e paraa informação Qualitativa fez-se análise conteúdo segundo Bardin (2004).Dos resultados encontrados destacam-se: 1) a escassez de comunicação na família sobre ofinal de vida; 2) o tabu da morte é determinante dessa mesma comunicação; 3) a existênciade indícios de comunicação após conhecimento da existência de doença grave; 4) asdificuldades dos familiares em lidar com a situação de doença e final de vida, porinsuficiência de conhecimento e falta de apoio; 5) o sentimento predominante nos doentes éo medo, enquanto nos familiares predominam a Tristeza, o Desgosto e Angústia seguindoseo sentimento de Impotência e de Revolta; 6) as preocupações e sentimentos referidospor familiares e doentes parecem contribuir para o esgotamento dos cuidadores e para apouca comunicação nas famílias. 7) A comunicação de más notícias pelos médicos ficamuito aquém do desejável.A pequena dimensão da amostra não permite relacionar de forma decisiva os resultadosdemográficos, socioeconómicos, da estrutura familiar ou da fase do ciclo de vida, com acomunicação intrafamiliar sobre o fim de vida e a morte.Como conclusão, considera-se pertinente divulgar a importância da comunicação nasdiversas vertentes inclusive sobre a doença, o final de vida e a morte e despertar a atençãodos profissionais e da comunidade para esta problemática.
From the personal experience of caring for terminally ill patients, especially elderly ones, weconcluded that there isn't effective communication about the end of life and death in thefamilies.We purposed to analyse the existence and the form of the communication in the families, aswell as to study the factors that may facilitate and possibly change that communication withthe objective of improving the patient's care.A Descriptive, retrospective and cross-sectional study with qualitative and quantitativeelements was undertaken. The convenience sample includes 16 families of cancerdiagnosed individuals, previously admitted and deceased in Unidade de Internamento doCentro de Saúde de Silves from 1st June 2004 to 31st December 2006. To analyse thequantitative results we used the descriptive statistical analysis while the qualitativeinformation was submitted to content analysis according to Bardin (2004).The results show (1) a poor communication in the family about the end of life, (2) the taboo ofdeath is decisive for that communication, (3) the existence of traces of communication afterthe insight of serious illness, (4) the families' difficulties dealing with the illness situation andthe end of life due to insufficient knowledge and lack of support, (5) the patient's main feelingis fear, while the family members experience sadness, grief and anguish followed byimpotence and rebellion, (6) the worries and feelings referred by the family members appearto add to the carer's exhaustion and to the families' insufficient communication, (7) thedelivery of bad news by the doctors is far from suitable. The limited size of the sampledoesn't allow for an accurate co-relation between the demographic, socioeconomic, familystructure or life stage characteristics and the communication about the end of life and deathwithin the family.We conclude that it is pertinent to disclose the importance of communication in its manyaspects including illness, the end of life and death and that the professionals and thecommunity must become aware of this serious issue.
Descrição: Tese de mestrado, Medicina (Cuidados Paliativos), 2009, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000570417
http://hdl.handle.net/10451/999
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