Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/46612
Título: Lúpus eritematoso sistémico na gravidez : implicações maternas, obstétricas e fetais
Autor: Penedo, Carolina Reis
Orientador: Santo, Maria do Céu
Palavras-chave: Lúpus eritematoso sistémico
Lúpus neonatal
Gravidez
Síndrome antifosfolípídico
Autoimunidade
Obstetrícia
Data de Defesa: 19-Jun-2020
Resumo: O Lúpus Eritematoso Sistémico é uma doença crónica autoimune que resulta de uma desregulação do sistema imunitário e que afeta frequentemente mulheres em idade fértil. A presença de Lúpus Eritematoso Sistémico na gravidez associa-se ao aumento do risco de complicações maternas, obstétricas e fetais, com maior incidência de desfechos adversos. O risco fetal advém não só do decorrer da própria doença como também dos efeitos dos fármacos usados para o tratamento da mesma. Comparativamente a uma gestação de baixo risco, a gravidez numa doente afetada com Lúpus Eritematoso Sistémico obriga a uma maior vigilância obstétrica e do bem-estar fetal. Esta vigilância deve ser efetuada por uma equipa multidisciplinar que englobe um obstetra, um pediatra, um reumatologista e, se necessário, um nefrologista. Algumas situações clínicas merecem particular atenção, uma vez que estão associadas a um aumento do risco de desfechos adversos durante a gravidez. São exemplos a síndrome de anticorpos anti-fosfolipídicos, a presença de anticorpos anti-SSA/Ro e/ou anti-SSB/La, a existência de hipertensão arterial e a nefrite lúpica. O Lúpus Eritematoso Neonatal, apesar de raro, quando esta associado a manifestações cardíacas tem morbilidade e mortalidade significativa para a criança. Esta revisão proporciona aos clínicos um guia de abordagem a estas grávidas, nomeadamente na preconceção, na vigilância da gestação e tratamento das eventuais complicações.
Systemic lupus erythematosus is a chronic inflammatory disease, resulting from an autoimmune dysfunction and affects mostly women in reproductive age. Pregnancies suffering from Systemic lupus erythematosus may be associated with the risk of an increase of maternal, obstetrics and fetal complications, resulting in adverse scenarios. The fetal risk comes not only from the disease itself, but also from the secondary effects of the medicine used to treat it. The pregnancy in a Systemic lupus erythematosus affected woman pushed toward an increase in obstetric vigilance and in the fetal welfare, when comparing to a low risk pregnancy. This monitoring must be performed by a multidisciplinary team – obstetrician, pediatrician, rheumatologist and, if necessary, nephrologist. There are some clinic situations, which deserve particular attention because of the possibility of resulting in adverse scenarios (ex.: Antiphospholipid syndrome, positivity for anti-SSA/Ro or anti-SSB/LA antibodies, hypertension or renal involvement). Neonatal lupus erythematosus, despite being a rare event, when associated with cardiac manifestations has a high rate of morbidity and mortality for the unborn child. The objective of this revision is to provide a guide to improve the approach to pregnant women, which suffers from this disease, focusing on preconception, pregnancy monitoring and the treatment of possible complications.
Descrição: Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2020
URI: http://hdl.handle.net/10451/46612
Designação: Mestrado Integrado em Medicina
Aparece nas colecções:FM – Trabalhos Finais de Mestrado Integrado

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