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http://hdl.handle.net/10451/26300| Título: | Perception of phrasal prosody in the acquisition of European Portuguese |
| Autor: | Severino, Cátia Sofia |
| Orientador: | Frota, Sónia Vigário, Marina Christophe, Anne |
| Palavras-chave: | Língua portuguesa - Aquisição Língua portuguesa - Prosódia (Linguística) Língua portuguesa - Entoação (Linguística) Teses de doutoramento - 2016 |
| Data de Defesa: | 2016 |
| Resumo: | A central issue in language acquisition is the segmentation of speech into
linguistic units and structures. This thesis examines the role played by phrasal
prosody in speech segmentation in the acquisition of European Portuguese, both in
the processing of globally ambiguous sentences by 4 and 5 year old children and in
early word segmentation by 12 month-old infants.
Past studies have shown that phrasal prosody is used by adults in ambiguity
resolution, for example to disambiguate syntactically ambiguous sentences involving
a low or high attachment interpretation of a given phrase (e.g, Hide the rabbit with a
cloth). In a first exploratory experiment, and given previous unclear findings in the
literature on European Portuguese, we investigated whether prosodic phrasing
might guide speech chunking and interpretation of these globally ambiguous
sentences by adult listeners. In an eye-tracking experiment, which also included a
pointing task, we found that EP adult speakers were not able to use phrasal prosody
to disambiguate the structures tested. Both the results from eye gaze and the
pointing task indicated the presence of a high attachment preference in the
language, regardless of phrasal prosody. These findings required a better
understanding of adult interpretation of these utterances before a productive study
could be conducted with young children. Building on the lessons learned from this
exploratory study, we conducted two new experiments examining young children
(and adults) abilities to use prosody, in a different sort of globally ambiguous
utterances where differences in phrasal prosody were triggered by the syntaxprosody
interface and part of the common, default prosody of the sentences (i.e., in
compound word versus list reading structures, like ‘guarda-chuva e pato,’ umbrella
and duck vs. ‘guarda, chuva e pato’, guard, rain and duck). An eye-tracking paradigm
(along the lines of De Carvalho, Dautriche, & Christophe, 2016a) was used to
monitor the use of phrasal prosody, namely the contrast between a Prosodic Word
boundary (PW) in the compound word interpretation and an Intonational Phrase
boundary (IP) in the list interpretation, during auditory sentence processing. An offline
pointing task was also included. Results have shown a clear developmental
trend in the use of phrasal prosody to guide sentence interpretation, from a general
inability at age 4 to a still developing ability at age 5, when local prosodic cues were
still not enough and the support of distal cues was necessary to achieve
disambiguation, unlike for adults. While the previous experiments investigated the ability to use prosody to constrain
lexical and syntactic analysis, thus looking into the combination of lexical, syntactic and
prosodic knowledge at a young age, in a final set of experiments, we asked whether phrasal
prosody is exploited to chunk the speech signal into words by infants, in the absence of
prior lexical knowledge. Using a modified version of the visual habituation paradigm
(Altvater-Mackensen & Mani, 2013), we tested 12-month-olds use of phrasal prosody in
early word segmentation beyond the utterance edge factor, by examining the effects of two
prosodic boundaries in utterance internal position, namely the IP boundary (in the absence
of pause) and the PW boundary. Our findings showed that early segmentation abilities are
constrained by phrasal prosody, since they crucially depended on the location of the target
word in the prosodic structure of the utterance.
Implications of the findings in this thesis were discussed in the context of prosodic
differences across languages, taking advantage of the atypical combination of prosodic
properties that characterizes EP. No âmbito da aquisição da linguagem, a segmentação de fala em unidades e estruturas linguísticas é uma questão central. Esta dissertação examina o papel desempenhado pelo fraseamento prosódico na segmentação de fala, na aquisição do Português Europeu (PE), no que diz respeito ao processamento de frases globalmente ambíguas por parte de crianças aos 4 e 5 anos de idade e à segmentação precoce de palavras aos 12 meses. Estudos anteriores mostraram que o fraseamento prosódico é usado pelos adultos na resolução de ambiguidade, por exemplo, para desambiguar frases sintaticamente ambíguas envolvendo uma interpretação de low ou high attachment de um dado sintagma (e.g.,’Hide the rabbit with a cloth’ Esconde o coelho com um pano). Num estudo exploratório, e dados os resultados pouco claros de trabalhos anteriores para o Português Europeu, investigámos se o fraseamento prosódico poderia guiar a organização da fala em unidades específicas, bem como a interpretação das frases globalmente ambíguas, por parte de participantes adultos. Numa experiência de eye-tracking, que incluía também uma tarefa de apontar, observámos que os participantes adultos do PE não conseguiram usar o fraseamento prosódico para desambiguar as estruturas testadas. Quer os resultados do movimento dos olhos quer os da tarefa de apontar evidenciaram a preferência pelo high attachment na língua, independentemente do fraseamento prosódico envolvido. Estes resultados implicaram compreender melhor a interpretação adulta destes enunciados antes de se conduzir um estudo com crianças. Com base nas observações feitas neste estudo exploratório, conduzimos duas experiências novas por forma a examinar a capacidade de uso da prosódia, por parte das crianças (e adultos), num outro conjunto de enunciados globalmente ambíguos, em que as diferenças de fraseamento prosódico foram desencadeadas pela interface sintaxe-prosódia e por parte da prosódia default das frases (i.e., em compostos versus estruturas em formato de lista, como ‘guarda-chuva e pato,’ vs. ‘guarda, chuva e pato’). Um paradigma de eye-tracking (na linha de De Carvalho, Dautriche, & Christophe, 2016a) foi usado para monitorizar o uso do fraseamento prosódico, nomeadamente o contraste entre uma fronteira de Palavra Prosódica (PW) na interpretação de composto e uma fronteira de Sintagma Entoacional (IP) na interpretação de lista, durante o processamento auditivo da frase. Também foi incluída uma tarefa off-line de apontar. Os resultados mostraram um claro desenvolvimento no uso do fraseamento prosódico na interpretação das frases; de uma incapacidade geral de interpretação das frases aos 4 anos a uma clara evolução nas competências aos 5 anos, altura em que as pistas prosódicas locais ainda são insuficientes e o apoio do contexto prosódico da frase é necessário para alcançar a desambiguação, diferentemente do adulto. Enquanto as experiências anteriores investigaram a capacidade de usar a prosódia para restringir a análise lexical e sintática, olhando para a combinação de conhecimento lexical, sintático e prosódico numa idade precoce, num conjunto final de experiências, questionámos se o fraseamento prosódico é explorado, por parte das crianças, para organizar o sinal de fala em palavras, na ausência de conhecimento lexical prévio. Recorrendo a uma versão modificada do paradigma visual habituation (Altvater-Mackensen & Mani, 2013), testámos o uso do fraseamento prosódico para a segmentação precoce de palavras além do fator limite do enunciado, por parte de crianças com 12 meses de idade. Examinámos o efeito de duas fronteiras prosódicas em posição interna de enunciado, nomeadamente a fronteira de IP (na ausência de pausa) e a fronteira de PW. Os nossos resultados mostraram que a capacidade de segmentação precoce é afetada pelo fraseamento prosódico, na medida em que depende da localização da palavra-alvo na estrutura prosódica do enunciado. Partindo da combinação atípica das propriedades prosódicas que caracterizam o PE, as implicações do conjunto de estudos desenvolvidos no âmbito desta dissertação foram discutidas no contexto das diferenças prosódicas entre línguas. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10451/26300 |
| Designação: | Doutoramento no ramo de Linguística, na especialidade de Linguística Portuguesa |
| Aparece nas colecções: | FL - Teses de Doutoramento |
Ficheiros deste registo:
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